sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
A maternidade não precisa de tutoriais
quinta-feira, 6 de março de 2014
Sendo mãe em tempos de marketing agressivo
Aliás, o Tony Ramos já vem falando há meses na tevê sobre como esta carne é boa.' Depois que Tony estreou os comerciais Friboi pelo cachê de 3 milhões de reais as vendas cresceram 20% e os supermercados começaram a colocar uma plaquinhas nos açougues com a marca da carne. Propaganda é a alma do negócio. Um frigorífico do qual você nunca tinha ouvido falar, de uma hora para outra vira o fornecedor de confiança da melhor das carnes graças a um famoso.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
A propaganda e o mito da mãe perfeita
Pobres de nós. Esses tempos importantes em que vivemos são doloridos. Nunca as mulheres puderam ser protagonistas de suas próprias histórias como hoje, nunca puderam escolher ser mães, ou não, e quando fazê-lo como hoje. As mulheres nunca puderam tanto quanto hoje. E a que preço. Ao mesmo tempo em que saímos do papel consolidado mulher e mãe e abraçamos inúmeros outros papéis com uma gana que só quem passou décadas dentro de casa poderia ter, veio o sistema , aquele que conveniente nos ajudou a sair do anonimato por necessitar braços para produção e carteiras para o consumo, nos colocar num pedestal. E o fundo do pedestal é um alçapão.
*imagem portaldemisterios.com
**Sobre o tema recomendo, de Elisabeth Badinter, O conflito - A mulher e A mãe ed. Record
*** Agradecimentos a Paula Zandonadi Zanirato Tristão pelo mote.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Trilha sonora do amor de mãe
Música, todo mundo sabe , embala a alma. Temos nossas músicas preferidas, aquela que tocou na formatura, no casamento, a que lembra esta ou aquela situação, música dos casais. E música que lembra o filho, tem também? Meu bebê - que não nos ouça já que detesta ser chamado de bebê - tem 5 anos e tenho músicas que me remetem á sua lembrança. Se é que existe isso, lembrança de filho. E cabeça de mãe lá pensa em outra coisa com exclusividade. Seja lá o que a mãe esteja fazendo, lembrança de filho é sempre pano de fundo.
E na sua cabeça de mãe, toca música?
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Mãe Carrasca
Aproveito para deixar a dica do filme. É triste que só, mas é bonito.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Mamaço Carioca dia 05 de junho no Parque Lage
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Ser mãe é complicado … parte 2
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Ser mãe é complicado…
terça-feira, 3 de maio de 2011
Um ano de #blogosferamaterna
terça-feira, 26 de abril de 2011
Grito de Guerra da Mãe Tigre
Terminei de ler, no último fim de semana, o livro Grito de Guerra da Mãe Tigre, de Amy Chua, publicado no Brasil pela editora Intrínseca. Como eu já contei no artigo Mãe é tudo igual completa um ano com promoção, segundo Amy, a educação chinesa está focada na excelência a qualquer preço e palavras como felicidade, tempo livre, auto-estima e liberdade não existem no dicionário em mandarim. Especialmente quando os pais chineses são imigrantes vivendo em um novo país.
Apesar de Chua mostrar uma rotina massacrante imposta às filhas para que se tornassem excelentes em tudo e isso deixar pasmo qualquer leitor ocidental, o livro mostra também as dificuldades dessa mãe em seguir seu próprio plano de treinamento militar para crianças. Ou seja, nem mesmo as mães chinesas são tigres o tempo todo. E tem mais, nem sempre os filhos facilitam o trabalho das tigresas. Ao contrário da filha mais velha de Chua, a caçula um belo dia se rebelou contra o plano de excelência deixando a mãe na corda bamba.
Querer que os filhos sejam o que há de melhor é compreensível. Mas, o desejo da felicidade, essa palavra absurda para quem vive em cativeiro, também é possível. A leitura do livro é recomendada, pois quando confrontados com os inúmeros testes impostos pelas crianças , podemos ter o ímpeto de sufocar demais a prole. Não dá muito certo. Os tormentos passados pela família de Amy Chua são prova disso. E ao mesmo tempo , me peguei pensando: não são só as mães chinenas que , quando descobrem que o filho é bom em determinada atividade entra em competição com o resto do mundo para que seu rebento brilhe independente do que possa pensar sobre o assunto. Lembro de um pai de aluno que uma vez disse para o filho , corredor de kart: “Segundo lugar é o primeiro perdedor”. Serviço estranho este , de pai e mãe. Precisamos treinar alguém para o pega pra capar que é a vida, mas , as vezes, somos mais infantis do que eles jamais poderiam ser.
E você, o quanto tem de mãe chinesa? É competitiva e visa a exelência a todo custo também? Não!? Participe da promoção do primeiro ano do blog . Para participar você, que possui um blog, pode escrever um artigo até 8 de maio com o tema : O quanto de mãe chinesa há em mim? e deixar o link na seção de comentários. Agora , você que não tem um blog, não pode ou prefere não escrever o artigo, deixe sua resposta à mesma pergunta através de comentário, também até 08 de maio. As blogueiras que escreverem o artigo concorrerão ao primeiro exemplar e as comentaristas concorrerão ao segundo exemplar. Cada participante receberá um número e os livros serão sorteados através da extração da loteria federal do dia 13/05.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
#cartaaberta Que futuro terão nossos filhos?
Aconteceu na última sexta feita uma blogagem coletiva que envolveu grande parte da #blogosferamaterna e #blogosferapaterna. Como eu estava fora da cidade, escrevo hoje sobre um assunto que é de ontem, de hoje e, certamente, de amanhã. Depois do ataque a uma escola pública no bairro de Realengo, Rio de Janeiro, no último dia 07, que deixou a todos pesarosos, sem palavras, com palavras demais que valessem a pena ser ditas, confusos, tristes, de luto, revoltados e/ou, principalmente, assustados, um grupo de mães pensantes enviou uma carta aberta a seus grupos de amigos visando um debate de valores profundos. Quando recebi a carta, respirei fundo. Afinal, como o leitor poderá concluir, trata-se de um assunto árido, difícil de digerir: os tempos difíceis em que vivemos e a crise de valores que parece não cessar. Apesar existirem alguns pontos da carta que eu poderia, se não discordar, ao menos , ponderar de modo contrário, a atitude do seu envio por si só é motivo de aplauso.
Estamos nos acostumando a termos nossas retinas e ouvidos torturados com imagens e notícias absurdas no que diz respeito ao trato com a infância. E sem reclamar. São produtos que nossos filhos precisam consumir sob o risco de serem considerados out, são alimentos repletos de substâncias nocivas e atraentes que precisamos comprar para eles para ganharmos tempo, são abusos cometidos contra inocentes sem que haja punição adequada dos culpados, são tantas coisas… As signatárias da carta aberta resolveram reclamar agora e eu também vou reclamar com elas.
Precisamos debater exasutivamente todos os assuntos que digam respeito a nossas crianças e dar-lhes todo o tempo que nos seja possível dar, precisamos acolher nossas crianças pois este é o nosso dever. Não importa se elas não nasceram de parto natural , se não foram amamentadas no peito , se os pais precisam trabalhar 40 horas por semana para garantir-lhes um futuro melhor e uma boa educação, se elas usam fraldas descartáveis, se não comem os alimentos chamados agora orgânicos. Apesar de tudo isso parecer o politicamente incorreto, se houver amor e entrega na relação pai e filho, se houver comprometimento e atenção, teremos uma chance. O assunto, é claro , não termina por aqui. LEIA ABAIXO A carta aberta:
Que futuro terão nossos filhos?
Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.
A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?
Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.
Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,
temos de começar pelas crianças. Gandhi
O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?
Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?
O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.
O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?
Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!
Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.
Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.
Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!
Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.
Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor! Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.
Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br
Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com
Letícia Dawahri
Luciana Ivanike www.lucianaivanike.blogspot.com
Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com
Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com
* para saber mais acesse: Futuro do Presente
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Mãe é tudo igual completa um ano com promoção
1- os deveres escolares são sempre prioritários;
2- um A-menos é uma nota ruim;
3- seus filhos devem estar dois anos à frente dos colegas de turma em matemática;
4-os filhos jamais devem ser elogiados em público;
5- se seu filho algum dia discordar de um professor ou treinador, sempre tome partido do professor ou do treinador;
6- as únicas atividades que seus filhos deveriam ter permissão de praticar são aquelas em que pudessem ganhar uma medalha;
7- essa medalha deve ser de ouro.
| Amy e suas filhas, as "sobreviventes" Sophia e Lulu. |
as leitoras do Mãe é tudo igual. Para participar você, que possui um blog, pode escrever um artigo até 8 de maio com o tema : O quanto de mãe chinesa há em mim? e deixar o link na seção de comentários. Agora , você que não tem um blog, não pode ou prefere não escrever o artigo, deixe sua resposta à mesma pergunta através de comentário, também até 08 de maio. As blogueiras que escreverem o artigo concorrerão ao primeiro exemplar e as comentaristas concorrerão ao segundo exemplar. Cada participante receberá um número e os livros serão sorteados através da extração da loteria federal do dia 13/05. Agradeço desde já quem queira ajudar na divulgação.
Update - Quem já publicou :
Livro Aberto da Elô
Peculiarizar
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Violência – E agora, o que eu digo pro meu filho?
Em casa, normalmente não assisto tv na parte da manhã. Eu prefiro rádio. Sou antiga, sabe? Vou para a cozinha preparar o café ás 7 da manhã e ligo o rádio para saber a quantas anda o Rio de Janeiro e desligo por volta das 8, quando sentamos em família para tomar o café. A notícia do massacre na escola em Realengo chegou pelo telefone, minha mãe sempre me avisa dessas coisas, querendo dizer que o Rio não é um bom lugar para criar os filhos, só às 10, quando o pequeno tinha ido para a natação. Ela tem lá sua razão. Mas, eu também tenho a minha.
Meu bebê filho completa hoje 3 anos e 7 meses. Ele ainda tem uma visão infantil, maniqueísta da vida. Existem os bonzinhos e os malvados. Até ontem ele vivia numa metrópole cheia de problemas mas, que se imaginava segura de episódios como aquele , longe do ódio gratuito. Agora, existe a possibilidade da moda pegar, já que pessoas com personalidade para atos extremos costumam ganhar confiança quando assistem notícias de atos violentos. Agora, preciso me preparar com mais afinco para o dia em que meu filho estará preparado para saber a verdade sobre mocinhos e bandidos.
Ontem no twitter, li notícias de mães que defendem que seus filhos de 8 e até 6 anos devam ter conhecimento total da tragédia e até estavam assistindo às notícias em tempo real com eles. Eu seria mais moderada. Crianças precisam ser crianças e ter a infância preservada até a maturidade para assimilar tanta maldade, que, cá entre nós, até os adultos tem dificuldade em digerir. É duro , mas é a vida e precisamos, com muito tato saber o momento certo para abordar o tema. Acredito firmemente que há tempo para tudo. Ainda que se diga que não adianta tapar o sol com a peneira, acho que não se deve expor a criança ao noticiário.
Diante de tudo isso, lembro que quanto estava grávida , imaginava que a oportunidade da maternidade me daria uma página em branco para escrever e com meu filho eu não cometeria os erros da minha mãe, mas somente os meus. Como eu não fazia a menor ideia de quais poderiam ser os meus erros, imaginei que seria a mãe perfeita. Bobinha. Cá estou eu , errando e acertando todos os dias, erros e acertos inimagináveis para a gestante que eu fui.
Eu não sou a mãe perfeita, essa mãe não existe. Ou talvez até exista mas, quem poderá rotulá-la será o próprio filho. Então até que o meu bebê-filho se torne filho adulto e sabedor de si, não terei condições de saber a resposta. E mesmo que eu saiba ela poderá estar maculada pelo amor do filho que sempre acha a mãe legal. Afinal, é a única que conhece. Tudo o que eu quero é poder contribuir para que meu ex-bebê cresca com os elementos necessários para encontrar seu lugar no mundo, sua felicidade, sua paz interior. Se eu não atrapalhar acho que já está de bom tamanho. Preocupada com seu desenvolvimento, tropeçando nas minhas ideias que podem mudar a qualquer momento, assim eu sou a melhor mãe que posso ser. Toda mãe que leva o serviço a sério sabe como é difícil.
* Este texto é parte da blogagem coletiva promovida pela Carol Passuelo do blog Vinhos, viagens, uma vida comum e dois bebês! e foi, infelizmente, contaminado pelos acontecimentos de ontem.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Mamar é um ato natural!
O blog hoje traz uma entrevista com Eloise Barreto, mãe das princesas Alice, 3 e Sarah, 1, blogueira do Livro Aberto da Elô e voluntária da ONG Amigas do Peito, que ajuda mulheres a enfrentar a adaptação às mamadas.
BLOG - O que é o Amigas do Peito, em que consiste o trabalho de vocês?
Elô - "Amigas do Peito" é um grupo de mães que surgiu por iniciativa da atriz Bibi Voguel e outras mães, no início dos anos 80, na intençâo de dar apoio às mães que queriam amamentar mas passavam por dificuldades. É uma ONG sem fins lucrativos, sem ligação com qualquer grupo religioso ou político.
O trabalho, em resumo, consiste no apoio às mães com informações repassadas pela experiência que cada Amiga do Peito já viveu. Atendemos via mensagens eletrônicas deixadas no nosso site, por telefone (disque-amamentação 21 - 2285-7779) e nas reuniões. Temos também um grupo virtual, formado por mães que já participaram de algum grupo, receberam nossa ajuda em algum momento ou estão precisando de apoio.
BLOG - Como o Amigas do Peito entrou na sua vida? Você também dificuldades com a amamentação?
Elô - Sim, tive dificuldades com as duas filhas, no período inicial, cada uma de um jeito. Com Alice, que agora tem 3 anos, tive uma demora para a chegada do leite, que só veio 10 dias após seu nascimento. Liguei para uma amiga que trabalha numa ONG parecida com as Amigas do Peito, mas em São Paulo (Matrice) e ela me deu apoio informando que aquelas poucas gotinhas de colostro que saíam do meu peito eram suficientes para nutrir minha filha. Nesta mesma ligação, Fabíola me indicou que participasse de uma reunião das Amigas do Peito, e então passei a frequentar o grupo de mães em Botafogo, a partir de dezembro de 2007. Na ocasião, Alice estava com quase 2 meses.
Também tive rachaduras, peito dolorido demais, dores nas costas.. e minha filha vomitava muito no primeiro mês, embora não perdesse peso. Com a segunda filha também tive rachaduras, e ela também vomitava muito, mas como já possuía informações vindas de outras mães no grupo, o peito cicatrizou mais rápido e fiquei mais tranquila quanto ao leite que voltava.
BLOG- Como funcionam as reuniões? Qualquer uma pode participar?
Elô -A reunião é um ponto de apoio muito importante para todas as presentes, e é coordenada por duas voluntárias das Amigas do Peito. Começamos sempre com uma roda de apresentações, onde cada um fala um pouco de si e do motivo de ter procurado o grupo. Em seguida a palavra é passada para quem quiser contribuir com sua experiência.
Não existe um assunto fixo e pré-determinado, o papo vai rolando conforme o que for solicitado pelas mães e famílias. Às vezes chega uma mãe de recém-nascido cheia de dúvidas, preocupada, cansada, e então as que já estão com os bebês maiores acabam contando como foi passar por esse momento, o que conforta e ajuda muito.
As reuniões são gratuitas e abertas a todos.. grávidas ou não grávidas, mães, pais, irmãos, avós, bebês, babás, todos são bem-vindos. Temos um calendário de reuniões mensais nos bairros de Botafogo, Gávea, Tijuca e na cidade de Niterói (no Campo de São Bento).
BLOG - Como voluntária, quais as principais dificuldades das mães você observa ?
Elô - Na primeira semana de vida do bebê sempre temos algumas ligações de mães que pensam não ter leite, ou porque o leite ainda não chegou, ou porque o bebê já começou a tomar leite artificial antes mesmo da alta hospitalar (o que sabemos não ser necessário na grande maioria das vezes).
Depois temos muitas mães que reclamam da fase de peito "rachado" ou ferido, pela adaptação inicial dos bebês.
A queixa mais recorrente é sobre o período de transição da produção de leite, por volta dos 2 ou 3 meses de idade do bebê, quando o leite não mais fica estocado no peito mas passa a ser produzido durante a mamada, por estímulo do bebê. A mãe acha que o leite está "secando", mas na verdade é apenas uma adaptação do nosso corpo para que não haja leite além da demanda..
BLOG -Quais você considera sejam os principais benefícios da amamentação?
Elô - Podemos dizer que o benefício começa desde o nascimento, com a chegada das gotinhas de colostro, que são uma poderosa vacina para os bebês. A imunidade e a alimentação completa prosseguem protegendo de inúmeras doenças por muito tempo.
Existem estudos que comprovam que crianças entre 16 e 30 meses, que são amamentadas, adoecem muito menos do que aquelas que não são.
Além de todos os benefícios de proteção e nutrição, podemos falar do vínculo afetivo que se estabelece, formando crianças seguras e independentes, formação dos ossos e músculos da face, desnecessidade de uso de bicos artificiais que podem prejudicar a arcada dentária,
Está bem documentado que quanto mais tarde se introduz leite de vaca e outros alimentos alergênicos, menos provavelmente essas crianças vão apresentar reações alérgicas.
Para as mães também existem inúmeros benefícios, amamentar reduz o risco de câncer de ovário, útero e endométrio, alguns tipos de câncer de mama, ajuda a perder o peso extra adquirido na gravidez e o retorno do útero ao seu "normal".
Por fim, amamentar é um ato ecológico e social, já que dispensa o consumo de leites e o descarte de latas, evita infecções que podem surgir no preparo de mamadeiras e permite que famílias de qualquer classe social possam alimentar seus filhos sem gastos extras.
BLOG- O que você diria para uma mãe que está neste momento enfrentando dificuldades para amamentar?
Elô - Que é muito importante lembrar que nosso corpo está preparado para alimentar nossos filhos, não havendo necessidade do uso de nenhum apetrecho extra para que a amamentação funcione. É importante eliminar o uso de chupetas e mamadeiras, que comprovadamente podem atrapalhar muito o processo. Se deixamos a natureza agir, a coisa pode ficar mais fácil do que imaginamos.. Se possível, não fique sozinha, procure apoio com outras mulheres que conseguiram amamentar, pesquise, pergunte, acredite!
* Outras entidades que apoiam a amamentação : Matrice com sede em São Paulo, Amigas do Parto , La Leche Leagle International que faz trabalho em cidades brasileiras e oferece também ajuda on line .Mais informações sobre aleitamento BVS Aleitamento Materno
*imagens Maternidade, óleo sobre tela de Pablo Picasso ( 1905)
* fotos do arquivo pessoal
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Vínculo #blogagemcoletiva
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Por que temos filhos?
Por que temos filhos? É um chamado da natureza? É uma decisão criada pela sociedade, pelos outros, pelo que esperam de nós? É vontade de brincar de casinha? É querer continuar no planeta, de alguma maneira? Não sei. Meu filho já nasceu. E agora?
O que queremos para nossos filhos? Que eles sejam nossa imagem e semelhança? Que pensem como nós e repitam nossos atos e sigam nossos passos, porque , afinalm são nossos filhos. Eu não quero isso. Sou um ser suficiente crítica para não querer uma reprise de mim. Quero que meu filho seja ele mesmo, com suas escolhas, erros e acertos. E a partir desta conclusão é que o problema realmente surge. Como fazer?
Quero formar um livre pensador, como fazer, além de evitar respostas prontas e dogmas passados com as melhores intenções pela minha mãe e cortar o “ É assim porque eu estou dizendo” tão simples de dizer? Quero que a religião seja uma busca pessoal, como fazer sem deixá-lo confuso evitando passar os resultados da minha busca, que não valem de nada para o resto da humanidade?
Como respeitar o indivíduo que ele é , completamente autônomo de mim, mera doadora de material genético, água e nutrientes, durante a gestação, apesar de completamente apaixonada é capaz de todo e qualquer sacrifício pela cria?
Por que temos filhos, mesmo? Certamente não é para dizer que temos, nem por estarmos loucos para passarmos noites em claro por conta da cólica, da falta de sono e da dor de barriga. Acho que temos filhos para conseguirmos aprender uma grande lição, que sem eles ficaria muito mais complicada.
Não sei por que temos filhos. Só sei que é difícil e maravilhoso, praticamente na mesma medida.















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