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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mottainai

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Ouvi esta palavra japonesa pela primeira vez semana passada no programa Caminhos Alternativos, que costumo acompanhar aos sábados pela manhã na Rádio CBN. Mottainai não possui tradução fechada para nenhuma outra língua, assim como a nossa bela palavra saudade. Para traduzir Mottainai precisamos de várias palavras. Podemos dizer que significa “ evite desperdício” Segundo a entrevistada do programa, a professora Tsukasa Yoshida Kurita, do Centro Educacional Pioneiro em São Paulo, as gerações de japoneses cresceram ouvindo os mais velhos dizerem “Mottainai” quando deixavam comida no prato. Mas, não é só isso. Mottainai também diz respeito ao não desperdício nas relações humanas.

Segundo a professora Kurita, a palavra ficou um pouco esquecida no Japão depois da sua ocidentalização para ser redescoberta pela Ministra do Meio Ambiente do Quênia Wangari Maathai, exemplo corajoso de vida , prêmio Nobel da Paz de 2004. Maathai trouxe de volta a palavra Mottainai com as seguintes conotações:

“Mottainai é uma mensagem do Japão para o Mundo"
"Mottainai é uma forma de dizer obrigado a alguém que te ajudou"
"Mottainai é o sentimento de saudade de coisas que foram perdidas"
"Mottainai é uma pequena bondade que por vezes perde para o Mendokusai (tarefas chatas)"
"Reduzir, Reutilizar, Reciclar + Respeitar. Este é o 3R+R que conceitua o Mottainai"

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Vivemos no sistema capitalista. Consumir é inevitável, mas ainda existe, ou deveria existir,  o poder de escolha. Ele está aí escondido em algum lugar atrás dos outdoors e frases de efeito da mídia. Cada vez mais precisamos nos defender da propaganda e criar mecanismos de controle . Precisamos consumir, mas não tanto , não a toda hora, não ao custo de nosso bem estar. Dar valor as coisas  mais do que ao ato de comprar é algo que está sendo perdido. Vivemos uma vida muito externa e tantas vezes encontramos pessoas desprovidas de interior. Por que precisamos tanto de dinheiro para sermos felizes? Por que compramos tudo, até mesmo esta ideia? Mottainai é um jeito de pensar na utilização das coisas de forma consciente. Consciente, acordado , desperto. É assim que precisamos estar sempre. Acontecerão cochilos, mas na maior parte do tempo os olhos precisam estar abertos.

Consumo consciente, o que é isso afinal? Do consumo não podemos fugir, pelo menos não enquanto não ultrapassarmos este Sistema Capitalista, mas podemos escolher o que colocar para dentro de casa de acordo com nossa postura de vida. Não existe certo nem errado, existe um planeta que usamos há milhares de anos, entulhamos há bons pares de séculos e envenenamos há décadas, como se não houvesse amanhã. Tudo com a desculpa de que precisamos sobreviver, não importa o quanto destruímos. Ando pensando cada vez mais em tomar o caminho inverso e tentar usar só o que eu preciso do mundo. É difícil para uma ocidental do terceiro mundo e não se faz isso de uma hora para a outra, mas não custa tentar.

Este artigo é parte da Blogagem Coletiva O que é Consumo Consciente para você? promovido pelo blog What Mommy Needs. Aproveito para dizer que a lojinha virtual WMN da amiga Carol Pombo já está funcionando no endereço www.wmnloja.com.br/site e lá é possivel adquirir meu livro Culpa de mãe.

 

Para saber mais :

 

http://www.mottainai.org.br/

Leia trechos da autobiografia de Wangari Maathai

 

 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Fralda de Pano?

fralda1
Tenho lido vários artigos sobre a volta das fraldas de pano. É, isso mesmo, de pano. Tecido, 100% algodão, sabe como é. Sou muito antiga sabe? E antigamente, não existiam fraldas descartaveis no mercado. Creio que quando minha irmã caçula, hoje com 34 anos, nasceu, elas até já eram comercializadas no Brasil , apesar de ser caro demais.


Hoje, todo mundo usa fralda descartável, como se simplesmente não houvesse outra opção. Por conta disso, muitas crianças manifestam dermatites incômodas, isso sem falar no impacto ambiental. Sabe quando as fraldas descartáveis dos nossos filhos deixarão a face do planeta? 450 anos. Isso mesmo, quatrocentos e cinquenta anos, o que será lá por 2461. Por outro lado, fico imaginando o quanto de água uma família que opte pelas fraldas de pano deverá gastar em aproximadamente 30 meses. Água é um recurso escasso e a superpopulação pode secar o planeta terra lavando fraldas. O que fazer? Continuar amontoando lixo e provocando alergias nas crianças ou consumir toda a água do planeta?



Li uma frase da professora e cientista ambiental Donella H. Meadows, co-autora do livro Os Limites do Crescimento que era , mais ou menos – tradução livre – assim:
É ótimo tentar mudar a nossa vida na direção da justiça ecológica, mas também é verdade que toda atividade humana tem impacto ambiental - especialmente as atividades da fração da população humana rica o suficiente para ter as fraldas de qualquer tipo. Do ponto de vista da terra não é importante o tipo de fraldas que você usa. A decisão importante foi ter o bebê.”
Acho que Donella Meadwos disse tudo. Se chegamos ao ponto de podermos decidir quais fraldas usar, que seja conscientemente . Isso quer dizer que precisamos pensar também nos absorventes das mamães, no destino do óleo de cozinha - você não joga o seu na pia, joga? –, no descarte dos remédios ( sabe o que os antibióticos podem fazer no lixo comum?) e no consumo consciente de todo e qualquer produto.

Independente da sua escolha, que não julgarei por não ter elementos para tanto, a opção por este ou aquele método para manter seu bebê sequinho merece ser pensada. Seja pelo impacto ambiental, seja pelo que é melhor para a criança, seja pelo que é viável para você. Eu , ainda que tenha cogitado, não teria condições de usar fraldas de pano. Cuidei do meu bebê 24 horas por dia sem ajuda nenhuma até um ano e meio e durante 20 horas até os 2 anos e meio. Isso quer dizer que eu desabaria se tivesse que cuidar de fraldas de pano.Não sou defensora nem contrária à volta do pano, quero pensar, compreender melhor o tema.  E você?


UPDATE - Leia o artigo da Dé do blog Pedalando em Paris sobre o assunto..

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Inscrições para Concurso Internacional de Pintura Infantil

A Bayer, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), está divulgando as inscrições para o 20º Concurso Internacional de Pintura Infantil.  O objetivo do concurso é estimular a educação ambiental e a reflexão sobre temas ligados ao meio ambiente, algo primordial para a formação dos pequenos. Os desenhos, com o tema ’’Vida nas Florestas”, devem ser enviados para a Bayer até 28 de fevereiro de 2011. Podem participar crianças entre 6 e 14 anos. Portanto, inscreva o seu talentoso filho ou filha neste concurso. Quem sabe ele ou ela não possam ser os próximos vencedores!

A chinesa Tin Chi Ting Coco, de 14 anos foi a grande campeã do Concurso Internacional em  2010, superando crianças de 95 países, algo em torno de 600 mil competidores. Na sua pintura ela retratou uma mão, que simbolizava a destruição do meio ambiente, roubando os componentes que constroem a biodiversidade natural do planeta. A outra, mais consciente, salva a Terra com o emprego da energia solar, da reciclagem e do poder eólico.

 

Entre os desenhos classificados na etapa internacional, duas brasileiras figuraram na lista: Giovanna Lumy Mori Oda, 12 anos, ficou entre os classificados em quarto lugar:

3rd_prize_Giovanna-Lumy-Mori-Oda_brazil

  Danielle Baccaro Vieira, 13, teve seu desenho entre os selecionados para o quinto lugar.

 

Eis uma boa oportunidade para colocar a meninada para desenhar. Para todos os detalhes da ação, acesse: http://concursodepintura.bayer.com.br/

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A criança é o que vivencia

 

O vídeo, apesar de belíssimo, é ficção. Nossos filhos aprendem muito mais através de nossos exemplos do que através de nossas palavras. Complicado criar filhos conscientes. Mas, nem por isso devemos desistir.

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