terça-feira, 26 de junho de 2012
Leia os clássicos para seu filho, por favor.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Qual sua rotina de leitura com as crianças?
segunda-feira, 5 de março de 2012
Você lê mais para seus filhos do que seus pais faziam?
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
As histórias que eu quero contar para o meu filho
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Lendo os clássicos para as crianças
"Fazia um frio terrível. A neve caía e dali a pouco ficaria escuro. Era o último dia do ano: véspera de ano-novo. Nas ruas frias, escuras, você poderia ver uma pobre menininha sem nada para lhe cobrir a cabeça, e descalça. Bem, é verdade que estava usando chinelos quando saiu de casa. Mas de que adiantavam? Eram chinelos enormes que pertenciam à sua mãe, o que lhe dá uma ideia de como eram grandes. A menina os perdera ao atravessar correndo uma estrada no instante em que duas carruagens avançavam ruidosamente e numa velocidade apavorante. Não conseguiu achar o pé dos chinelos em lugar nenhum, e um menino fugiu com o outro, dizendo que um dia , quando tivesse filhos poderia usá-lo como berço. "
* imagem de Arthur Rackham, 1932
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Por que ler para as crianças?
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Rainhas do Livro
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Livro digital ou de papel para crianças? A briga é feia
Talvez a coisa não esteja nem lá, nem cá. Manguel tem sua razão , do alto dos seus 68 anos. Aquilo é mesmo consumo. Consumo nessa nossa sociedade é o ar que se respira. Mas talvez, Manguel seja também um pouco rabujento. Afinal, o livro apresentado com conteúdo interativo por Wilson é um clássico com conteúdo. Crianças precisam ler os clássicos. Por que não apresentá-los também numa versão interativa, talvez numa terceira etapa, depois de contar a história oralmente, depois de ser apresentado um livro com o conto? Quanto à fala de Wilson, bem, cá entre nós, interessa sim o que as crianças lêem. Além da tecnologia cabe a nós ajudá-las a escolher o que ler. E essa parte , meus amigos, parece ser uma tarefa e tanto.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Contando Monteiro Lobato para os pequenos
Entusiasmada, aceitei a tarefa , proposta pelo blog Desabafo de Mãe , de apresentar O Saci de Monteiro Lobato ao meu filho de 3 anos. Pode me chamar de maluca. Afinal, os livros de Lobato são sempre indicados para crianças a partir de 08 anos, não é mesmo? Imaginei que seria difícil mesmo ler de modo linear, toda a história. Mas, como não basta ser mãe , tem que ser criativa , acabei bolando uma estratégia…
Comecei a contar a história no banho, na hora do lanche das brincadeiras. Perguntava: você conhece o saci? Ele pula de uma vez só! Vamos pular como saci? Optei por não apresentar ainda a série da tv para que ele use bastante o imaginário para construir a história na sua cabecinha. Nossos filhos vivem num mundo muito visual, estimular a imaginação ao invés de imagens prontas não deve fazer mal, não é mesmo? Por outro lado, usei abusei das músicas do Sitio do Pica-pau Amarelo. Foi assim que consegui chamar a atenção do Ernesto para O Saci. Uma vez curioso, a chegada do livro passou a ser aguardada.
“Mas, o livro não tem muita figura né, mãe, só letrinhas?” Pois é , este é também um dos pontos levantado pela Ceila do Desabafo de Mãe ao contar sua experiência. Os livros de Lobato não tem muitas figuras e , em contrapartida, tem muitas letrinhas! Fiz então um pequeno resumo da história para montar um livrinho só nosso, com ilustrações do Sr. Ernesto, o meu Pedrinho. A experiência tem sido legal, temos falado muito sobre O Saci este mês aqui em casa. Assim que terminarmos o livro, eu posto o resultado. #ficadica
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Como você escolhe livros para seus filhos?
Na quarta-feira passada , falei da conversa com a Ma. Angela Prado de Melo Aranha da Casa de Livros, em São Paulo e tratamos dos novos leitores na era digital. Hoje o blog traz mais um questionamento extraído do papo com Ma. Angela. Como escolher os livros para os filhos?
Blog - Os pais quando chegam na livraria, eles ainda pedem ajuda ao livreiro? Não só no que diz respeito à faixa etária mas também, por exemplo, para apresentar pela primeira vez o livro ao filho?
Ma. Angela -Eles pedem ajuda sim. Aqui na Casa de livros eles pedem ajuda . Eu acho que é importante isso ( procurar saber) o que oferecer desde pequenininho. Se você oferece desde bebê é importante sim, oferecer desde cedo o livro. E eles perguntam : “Ah, mas vai rasgar!” E a gente diz: Não, mas isso também vai fazer parte (do processo). E eles dizem: “ Ah, mas ele vai escolher errado!” E nós respondemos : “Escolher errado faz parte da vida”. No processo de escolha , você só aprende escolhendo. Quanto mais você estiver próximo do seu filho e compartilhar a escolha melhor vai ser o processo de aprendizagem de escolha por um livro.
Gostei da parte em que Ma. Angela diz que errar faz parte. Faz mesmo não é? E fiquei pensando sobre o que quero para meu filho. Quero que seja culto e ponto final? Quero instrumentalizá—lo para que possa conhecer a si mesmo e ao mundo quando os questionamentos chegarem? Quero que ele passe no vestibular? Quero que ele seja feliz?
Li Memórias de uma moça bem comportada , de Simone de Beauvoir muitos anos antes de pensar em ser mãe . A primeira parte da obra, quando Simone conta sua infância, me chamou muito a atenção. Simone conta que seus pais, traçaram um planejamento para instruí-la, fazendo listas dos livros que deveria ler, classificados por idade. Não adiantava a menina querer ler livros antes da época, mas precisava ler todos os propostos para cada período. Será que a tática dos pais de Simone, Georges Bertrand de Beauvoir, um advogado em tempo integral e ator amador, e Françoise Brasseur, filha de um banqueiro foi a chave para criar não só uma pessoa culta, como uma pensadora, filósofa e organizadora de uma corrente de pensamento revolucionária e que ainda está em debate? Tenho um palpite de que havia alguma coisa ali dentro da pequena Simone que a leitura habilmente despertou. Os livros ajudaram a construir a grande Simone. Livros e sinapses.
Mas, e euzinha? Será que posso criar um projeto de vida baseado nos livros para meu filho, independente das escolhas de vida que ele venha a fazer – seja ele um filósofo importante ou um médico, bancário, piloto de avião, design ou engenheiro? Caso afirmativo, como escolher esses livros? Os pais de Simone tinham suas listas. Como farei as minhas? Eu tenho escolhido de acordo com minha experiência como leitora, professora e criança – sim, eu tb já fui uma – algumas indicações de outras mães e da mídia e visitas à livrarias com ele. Assim como Ma. Angela, acredito que estar próxima e compartilhar a escolha é muito importante também. E você , como escolhe as leituras de seu filho?
Para ler toda a conversa com Ma. Angela Prado de Melo Aranha clique aqui
* imagem google images - na foto a pequena leitora que se transformaria na grande Simone de Beauvoir
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Livro convencional para criança digital?
O tempo todo ouvimos que as novas tecnologias vão sepultar os livros. Desde a impressão da Bíblia por Guttemberg em 1456, parece que esta é a primeira vez em que o livro tem sua morte anunciada. As crianças já seguram o mouse junto com a mamadeira. E os livros? Será que haverá espaço para eles? Para tentar responder a esta indagação, fui ouvir uma dona de livraria infantil. Se as crianças não querem mais ler livros convencionais alguém como ela deve estar sabendo. Ma Angela Prado de Melo Aranha é sócia da Casa de Livros, especializada em literatura infanto-juvenil e aposta em projetos para ajudar no desenvolvimento do novo leitor e gentilmente aceitou tirar dúvidas de mãe. Do bate-papo retirei duas questões para debater no blog, a primeira lanço hoje dentro do projeto Rainhas do Livro. Veja o que disse Ma. Angela a respeito do livro X computador:
Blog -Como o livreiro vê a chegada das crianças desta geração que já nascem adaptadas às tecnologias novas? O leitor pequeno ainda se encanta com o livro de papel? Será que ele ainda está se apaixonando pelo livro?
Ma. Angela - Com certeza. Existe uma cultura habitual de transformar tudo o que é novidade na única opção e a linguagem possível. É uma cultura do novo, uma cultura fast-food, sabe? Consome rápido, também termina rápido. É tudo muito rápido o que as pessoas querem. Um leitor você não forma de um dia para o outro. Claro que as crianças tem facilidade de lidar com tecnologia mas a gente tem obrigação , como pai, como cidadão , como ser humano, de mostrar e apontar para esta criança que esta é apenas uma linguagem e não a linguagem. Da mesma maneira que existe a cultura do olhar, o olhar da mãe significa para ela ( a criança) o primeiro contato com o mundo. A mãe, o pai , tem que mostrar a ela que não é só o computador ( que existe) . E o encantamento com o livro acontece do mesmo jeito que o que acontece com a boneca, com o carrinho, se você oferecer.
Um leitor não se forma de um dia para o outro . Leitura é um hábito, que se forma ao longo de algum tempo. Achar que a criança que gosta de brincar no computador não vai gostar de ler por só gostar do imediato, com apelos sonoros e visuais talvez seja menosprezar o intelecto do pequeno. Dando tempo – e livros – á criança, o amor pela leitura terá grandes chances de acontecer.
o encantamento com o livro acontece … se você oferecer – Oferecer o livro à criança, para que ela experimente, vivencie a leitura - de preferência o mais cedo possível – facilitará seu envolvimento com a leitura.
Da conversa com Ma Angela extraí que os livros continuarão vivos por um tempo. E ainda que um dia eles deixem de ser usados, o amor pela leitura – num notebook, palmtop, Ipad ou feixe de luz – precisa ser estimulado. E você , o que acha?
Para ouvir a conversa do Blog com Ma. Angela Prado de Melo Aranha clique aqui
Imagem google images
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Exemplos que dou, exemplos que sou
A Luana, do blog Mãememorial propôs um debate muito interessante após refletir sobre a conversa que teve com o professor aposentado , colaborador da UNICAMP e blogueiro Ezequiel Theodoro da Silva – leia aqui. Segundo o Prof. Ezequiel, a formação do hábito da leitura na infância está intimamente ligada à rotina familiar de leitura. Assim, pais apaixonados por livros teriam boas chances de criar crianças igualmente apaixonadas. Luana levanta a questão e nos chama a partilhar nossas histórias pessoais de leitura.
Meu filho ainda não lê #aos3, mas já faz leitura compartilhada na escola, em um grupinho chamado Clube de Leitura. Lá, semanalmente, ele é convidado a escolher um livrinho para trazer para casa e ler durante o fim de semana. Segundo a escola é uma maneira de introduzir o livro na rotina da crianças. E nessa rotina , deixo ele curtir seu barato e dar as cartas. O que ele gosta de fazer é pegar o livrinho e contar a história à sua maneira, inventando princípio, meio e fim de acordo com as imagens e sua imaginação. Depois é a minha vez sendo que o meu encargo é contar para ele o que “está escrito no livrinho”. Antes de dormir preciso inventar e contar histórias “ sem livro” com seus personagens preferidos: o trem – que eu já citei em um artigo anterior – o sapo, o jacaré e os carrinhos de corrida. Haja imaginação da mãe sonolenta, mas a brincadeira só termina quando o pequeno pega no sono, o que por sorte, acontece em minutos.
Não sei se meu exemplo de leitora apaixonada fará dele um leitor, mas tenho esperança e acredito que a criança é mesmo o que vivencia. Meu marido não é um amante dos livros, lê somente livros técnicos ou algo muito específico. Daí o minha dúvida: para onde penderá a balança , será que a paixão pelos livros seguirá a empolgação que hoje ele sente com seus livrinhos coloridos? Enquanto a resposta não vem , aproveito para levar meu filho sempre a livrarias e me esparramar no chão para escolher as leituras. O próximo passo é passar a frequentar a biblioteca do bairro e começar a montar nossos próprios livros ilustrados com papel A4 e giz de cera. Como vocês podem ver eu não pretendo me entregar sem lutar.
Se quiser continuar a conversa além dos comentários deste artigo , visite o blog Mãememorial e deixe o link do seu artigo sobre o tema.
* Este texto é parte do projeto Rainhas do Livro.









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