Em 03 de maio próximo, este humilde bloguinho completa um ano de idade. Estou muito feliz com o acontecimento pois apesar de não ter estatísticas, como blogueira experiente, sei que boa parte dos blogs não passa dos primeiros seis meses. Já discuti vários temas relevantes para mim aqui e ainda tenho muito mais o que falar. Acredito que este blog me ajuda a ser uma mãe melhor na medida em que possuo um canal para debater os problemas que observo, vivencio e busco resposta. Aqui conheci pessoas interessantes que vivem realidade semelhante á minha ou , pelo contrário, vidas completamentes diferentes. O blog cresceu e eu cresci. Espero continuar por mais um tempo por aqui.
Quando engravidei achei que seria uma mãe perfeita, como eu disse no artigo Mães de Sucesso, publicado outro dia. Seria completamente diferente da minha mãe, que muitas vezes me parecia um sargento disfarçado de mamãe, outras vezes uma bruxa e, outras tantas minha amiga. Tive uma educação muito rígida, com muitas cobranças de rendimento escolar e comportamento. Como eu não tinha dificuldades na escola e sempre fiz o tipo paradona, perdida dentro da minha cabeça e preferindo os livros a aglomerações, fui poupada de embates piores com minha mãe. Mas lembro que uma vez, minha irmã caçula, ainda criança perguntou: “Mãe, você não sabe dizer sim, só fala não?” Minha mãe teve seus motivos, ficou viúva cedo com as filhas por criar, não podia deixar o angú desandar. Acontece que eu sonhava uma coisa diferente.
Depois do nascimento do meu filho, descobri que a tal coisa diferente não seria tão fácil assim. Todos os dias sou testada na minha performance de mãe que gostaria de ser perfeita, aquela mãe distante da minha, o sargento. Por isso quando fiquei sabendo do lançamento do livro O grito de guerra da mãe tigre da professora universitária Amy Chua, que fez bastante barulho nos EUA e Grã-Bretanha. A polêmica , se você ainda não ouviu falar do livro, reside no fato de Chua narrar sua experiência em educar suas filhas através do método chinês de cobrança de excelência permanente vivendo na América. E detalhe: seu marido é judeu americano. A chamada de capa do livro parecia retratar minha mãe. Afinal, para ser uma mãe chinesa, você precisa pensar que:
1- os deveres escolares são sempre prioritários;
2- um A-menos é uma nota ruim;
3- seus filhos devem estar dois anos à frente dos colegas de turma em matemática;
4-os filhos jamais devem ser elogiados em público;
5- se seu filho algum dia discordar de um professor ou treinador, sempre tome partido do professor ou do treinador;
6- as únicas atividades que seus filhos deveriam ter permissão de praticar são aquelas em que pudessem ganhar uma medalha;
7- essa medalha deve ser de ouro.
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| Amy e suas filhas, as "sobreviventes" Sophia e Lulu. |
É verdade que minha mãe não era exatamente assim. Mas, chegou perto, bem perto.Ela própria se reconheceu ao ver uma reportagem sobre Amy Chua e me telefonou contando. Mães chinesas podem, como diz a autora, nascer em toda parte. Eu, que já li metade do livro, afianço que vale a leitura. Não para nos transformar em mães chinesas, mas para avaliarmos o quanto temos sido permissivas ou, ao contrário, exigentes e competitivas demais. E ainda é possível perguntar, quem será mais infeliz o chinês educado pela mãe tigre ou o ocidental criado pela mãe que precisa acompanhar as dicas da supernanny? E ainda dá pra refletir, é possível encontrar o caminho do meio, como ensina o TAO, o equilibrio na criação de nossos filhos neste louco mundo líquido de hoje?
Por conta disso tudo, aviso que em parceria com a Editora Intrínseca, o blog vai presentear com dois exemplares do livro Grito de Guerra da Mãe Tigre à
as leitoras do Mãe é tudo igual. Para participar você, que possui um blog, pode escrever um artigo até 8 de maio com o tema : O quanto de mãe chinesa há em mim? e deixar o link na seção de comentários. Agora , você que não tem um blog, não pode ou prefere não escrever o artigo, deixe sua resposta à mesma pergunta através de comentário, também até 08 de maio. As blogueiras que escreverem o artigo concorrerão ao primeiro exemplar e as comentaristas concorrerão ao segundo exemplar. Cada participante receberá um número e os livros serão sorteados através da extração da loteria federal do dia 13/05. Agradeço desde já quem queira ajudar na divulgação.
Update - Quem já publicou :
Livro Aberto da Elô
Peculiarizar