sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
A era dos aquários
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Como falar sobre a morte com as crianças?
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Dicas para ser uma boa mãe #soquenao
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Chega de Bullying 2a edição
Para inspirar seu texto compartilho um video do Programa Sem Censura com a participação a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva e a professora Amélia Lacombe falando sobre bullying.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Era uma vez um menino levado
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Afeto vale mais que presente
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Sobre Crianças e Lobos - Nossos filhos e essa história de BBB
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Desconstruindo o diagnóstico de TDAH
Era uma vez uma menina ativa. A atividade era tramanha e chamou a atenção dos pais. Mas, é claro haviam outros sintomas, ou seriam adjetivos? Fizeram exames mas, segundo a médica, era preciso esperar a menina ativa crescer mais um pouquinho. O tempo passou e a chegada de um irmãozinho fez com que os sintomas-adjetivos se acentuassem. A agitação era demais e, após os exames, foi prescrita a tal da Ritalina. Com ele vieram os efeitos colaterais, como aumento de irritabilidade , falta de apetite, insônia. Dá pra imaginar ? O que você faria? Os pais da menina ativa resolveram suspender o remédio. Sabe o que aconteceu?
“ A psicóloga fez uma série de sessões e … nos deu o retorno, corroborando o que nós, pais, afirmávamos: ela é normal e muito ativa, mas não é fora do padrao das crianças que mroam em apartamento e acabam ficando muito em casa, sem pátio, indo ás vezes à pracinha, mas precisando gastar mais energia (justo agora que ela saiu da GRD e do Ballet...), mas também tem coisas que seriam bacanas de trabalhar na terapia, pra que se organize melhor e consiga canalizar os sentimentos de melhor forma.
A prof, por sua vez, disse que a Larissa está bem menos ansiosa e que se concentra, a avalaiação trimestral veio cheia de elogios e aponta apenas dois itens que estão em desenvolvimento, podendo melhorar.
Ok, finalmente encontramos alguém não quer nem medicar nem rotular a criança, disse apenas que a Lalá é uma criança normal e tem necessidade de gastar energia. E estamos falados!” Ingrid Strelow, do blog Desconstruindo a Mãe.
Ritalina é o nome comercial da substância Metilfenidato . Segundo o Wikipédia:
Metilfenidato (nome comercial Ritalina do laboratório Novartis Biociências e CONCERTA do laboratório Janssen Cilag) é uma substância química utilizada como fármaco, estimulante leve do sistema nervoso central com mecanismo de ação ainda não bem elucidado, estruturalmente relacionado com as anfetaminas. É usada para tratamento medicamentoso dos casos de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), narcolepsia e hipersonia idiopática do sistema nervoso central (SNC).
O TDAH é um transtorno metabólico neural, que resulta em comportamentos mal adaptados; o metilfenidato pode favorecer a quebra do "círculo vicioso" criado pela hiperatividade em especial.
Como toda medicação, o metilfenidato deve ser usado e dosado por profissional médico especializado neste tipo de transtorno. Por ser uma medicação psicoestimulante, seu uso provocaria uma maior produção e reaproveitamento deneurotransmissores, a exemplo: dopamina e serotonina.
Entretanto, há controvérsia sobre a produção e reaproveitamento da serotonina pelo cérebro das pessoas portadoras do TDAH. Especialistas no transtorno, atualmente, não creem que haja prejuízo no controle deste neurotransmissor, ao contrário do que ocorre com a noradrenalina.
O uso do medicamento explodiu nos últimos anos, e existem excessos nas prescrições. Muitas vezes , uma criança bagunceira, sem atenção ou sem limites, pode ser diagnosticada como hiperativa e acabar utilizando a droga para ter a concentração aumentada e o comportamento domado.
Este artigo não pretende desacreditar o uso de medicamentos. Apenas conta uma história real onde o medicamento não ajudava a criança. E minha opinião como mãe é que algo tão forte só deve ser ministrado se não houve sombra de dúvida de que fará mais bem do que mal. Apesar de não ser especialista, como mãe gostaria que o TDAH pudesse ser tratado sem drogas.
Para conhecer o blog de Ingrid e ler toda a narrativa do que se passou com Larissa, clique aqui.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Por que é difícil diagnosticar o déficit de atenção?
Ter um filho corretamente diagnosticado como portador de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) pode ser uma benção. Sim. A tal benção reside no advérbio corretamente . Segundo pesquisadores da USP cada vez mais diagnósticos errôneos são feitos nesta área, e consequentemente, cada vez mais remédios são receitados. Como o correto diagnóstico depende do relato dos pais, da escola e de um questionário com 18 sintomas que podem ser considerados comuns entre os jovens ( e até alguns adultos), muitas vezes os pais chegam aos consultórios certos de que seu filho tem TDAH simplesmente por alguém não habilitado ter ajudado a preencher o questionário sobre a criança. Clique aqui e veja o questionario.
Imagine então leitor esta verdade. Muitas crianças vem sendo drogadas sem necessidade. Sim, crianças sãs drogadas, utilizando um medicamento que afeta a função cerebral e produzida para um organismo que tem determinado tipo de problema. O Metilfenidato está entre as substâncias mais vendidas no país e recentemente descobriu-se que o cérebro sem TDAH responde a droga de modo diverso ao cérebro daquele que realmente precisa da medicação. Quais serão as consequências disto a longo prazo? E ainda, será que o único tratamento possível é o químico? Qual a importância da atividade física e que terapias de apoio podem ser utilizadas? Só um especialista pode dizer, analisando caso a caso.
A escola precisa auxiliar nesse processo de diagnóstico. Rotular o aluno com dificuldade de aprendizagem antes de procurar a verdadeira causa para o desinteresse é um problema recorrente. Algumas poucas escolas particulares já prestam atenção ao assunto apesar de ainda não existir nenhuma escolar especialidada em lidar com alunos com TDAH. Na esfera pública , o projeto de lei 07081/2010 tramita no Congresso . O projeto prevê um programa de diagnóstico e tratamento de TDAH e dislexia para alunos da rede pública de educação básica. Para acompanhar o andamento do projeto de lei clique aqui.
Os pais são a parte mais importante na equação. Afinal, na relação em família, o termo atenção não pode faltar. Meu filho apresentou uma mudança brusca de comportamento ou ela foi gradual? Será que aconteceu alguma coisa para deixá-lo desatento/hiperativo ou pode mesmo estar acontecendo um disturbio químico que só a Química pode tratar? Eu conheço realmente meu filho e estou disponível para tentar compreender os problemas pelos quais ele passa e pedir ajuda no momento certo ao profissional adequado? Ninguém disse que ser mãe ( e pai) é moleza. Se disse, estava te enganando.
Esta é mais uma conversa de muitas que pretendo levantar sobre o assunto. Se interessar, leia também Hiperativo ou mal educado?
* Fontes ABDA
Portal Último Segundo
terça-feira, 12 de julho de 2011
Hiperativo ou mal educado?
Sala de espera da pediatra, primeira consulta. A Caxias aqui chega 10 minutos atrasada e pede mil desculpas, 30 segundos depois se arrepende. O recinto está repleto de crianças esperando há muito tempo pelo atendimento. Meu filho, que odeia ir ao médico, chora baixinho dizendo que não quer entrar e corta o meu coração. Ele não quer brincar com as outras crianças. Três delas, entre um e três anos, fuçam os brinquedinhos da salinha. Um menino de 10 anos aparenta cansaço decorrente da espera de horas. Um recém nascido também está na fila naquela cheia de gente e eu consolando o choro do filho. “ Num quero ir ao médico, mãe eu não tô doente!” Bate o desespero. Eu só estou ali para ter uma segunda opinião sobre alguns assuntos que não são sérios, mas eu preciso da opinião então decido esperar e tentar acalmar meu bebê.
Quando o choro pára eu posso começar a prestar mais atenção nas crianças menores. A brincadeira é caótica e não demoro a entender o motivo que atende pelo nome – fictício – de Felipa . Felipa está próxima de completar 3 anos e é grande para a idade. Fala pouco e se movimenta muito. As duas crianças menores ficam andando atrás de Felipa que as ignora e se nega a partilhar os brinquedos. Felipa demonstra estar desassossegada, anda de um lado para outro, mexe em tudo , rouba um termômetro da gaveta da atendente, entra num pequeno escritório e desliga o computador, pega o telefone sem fio e joga no chão. A mãe ? Impassível, resume-se a dizer que “ essa menina não pára!” Isso eu já vi. Fico irritada. Detesto criança mal educada. Culpa da minha mãe sargento que me incutiu uma educação militar. Sem contar o meu jeito , eu sou paradona.
Incomodada , mudei para um lugar mais distante da Felipa. Comecei a me recriminar intimamente. Eu sou uma chata e ela é só uma criança com uma mãe que não presta atenção nas coisas, pensei Tento me distrair conversando com o filho mas ele não está pra muito papo e pede para ir brincar . Felipa entra em ação e começa a andar atrás dele empurrando brinquedos e querendo puxar os que estão com ele. Eu observo sem intervir porque meu filho é bem maior que ela e também mais velho, ele precisa se defender . Vejo que ele o faz, ignorando solenemente Felipa. Ela começa a querer chamá-lo para brincar pegando os bonecos e colocando as mãos bem perto dos olhos, o que me deixa aflita. Felipa faz isso com todas as crianças na sala, inclusive o recém nascido. Mão na cara, dedo no olho. E a mãe ? Até então apenas chamava a atenção assim, como quem não chama atenção de nada, mas começa a ficar com vergonha quando vê que eu tenho que impedir Felipa de cegar o Ernesto a cada 2 ou 3 minutos. Ela tenta de tudo e nada adianta. Felipa simplesmente não ouve ou finge não ouvir, os barulhos pelo consultório indicam provável desabamento em minutos, mas é só Felipa.
Uma hora e meia depois, a clientela na sala de espera já foi renovada e outros pais, mães e crianças aguardam. Começo a observar que não sou a única incomodada, Felipa virou persona non grata e a atentende sugere que a mãe espere no corredor. Quando ela sai , suspiros aliviados. E um pai com o filho de um ano ao meu lado , conversa com o Ernesto. “ Tá com medo do médico? Eu tô com medo é da Felipa!”
Deu pena. Felipa , para meus olhos de leiga completa e absoluta, tem muitos sintomas de hiperatividade. A mãe não parece ter a menor ideia do que isso venha a ser . Também parece alienada ao fato de que sua filha consegue ser mal vista num grupo após pouca convivência. Imagine quando chegar a hora da escola? Entramos no consultório e a médica se revelou competente o suficiente para eu não me arrepender do episódio . Mas fiquei com vontade de pedir a ela para observar o comportamento de Felipa e sugerir uma avaliação psicológica para que ela não cresça sem saber se precisa de mais atenção antes de ser julgada como inconveniente. Por conta disso publicarei uma série de artigos sobre hiperatividade infantil (TDAH) a partir da próxima semana.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Protegendo nossos filhos do Cérebro de Pipoca
Fico imaginando como será a vida do meu filho em 15 ou 20 anos, um menino nascido imerso na digitalidade que nunca viu um mimeógrafo, uma vitrola, uma tv preto e branco. Alguém para quem o touchsreen talvez seja tecnologia ultrapassada, que seja acostumado a processar várias coisas ao mesmo tempo. Isso já existe. Os jovens de hoje já são capazes de multiplas tarefas on line, um estilo de vida bem distante daquele que considero ideal. Mas é o nosso mundo. Precisamos nos habituar a isso, ou devemos proteger nossos filhos de toda essa loucura.
Hoje ouvi um comentário de Gilberto Dimenstein, que acompanho há uns 20 anos pelo rádio, sobre os estudos da Universidade de Stanford pessoas que sofrem de um distúrbio chamado “cérebro pipoca” . Acostumados a fazer muitas coisas ao mesmo tempo, como nosso navegador que abre tantas janelas quanto necessário, os portadores do cérebro pipoca possuem dificuldade de foco, e tem problemas ao terem de se concentrar em uma só tarefa , como por exemplo , cuidar de uma criança. O cérebro não para de pipocar e fica difícil se concentrar para, por exemplo , montar um quebra cabeças ou ler um livro.
Apesar de a conclusão vir de uma pesquisa científica, muitos de nós já percebemos que fazer muitas coisas ao mesmo tempo pode fundir a cuca e criar alguns problemas. Exercitar o ócio por exemplo, parece que virou um crime, mas é muito importante para a saúde mental. Estamos nos acostumar a pensar que precisamos estar sempre ocupados acabamos por passar a nossos filhos essa ideia que não está totalmente correta. Precisamos nos ocupar com o que é importante e muitas vezes estar com nossos pensamentos é o mais importante de tudo, de preferencia em silêncio e com olhos fechados, olhando para dentro. Nossos filhos são fascinados pelas novas tecnologias , isso é humano e natural, assim como é humano e natural andar descalço no parque sem hora para ir para casa e tomar um café com os amigos sem olhar o tempo todo para o celular como se alguma bomba fosse estourar a qualquer momento. Tiremos o pé do freio para o bem da cabecinha dos nossos filhotes.
para saber mais sobre o Cérebro de Pipoca , leia o artigo de Gilberto Dimenstein
* imagem PopconFace.com
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Mãe, só eu tenho que ser educada?
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Mamaço Carioca dia 05 de junho no Parque Lage
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Ser mãe é complicado … parte 2
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Ser mãe é complicado…
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Fralda de Pano?
Tenho lido vários artigos sobre a volta das fraldas de pano. É, isso mesmo, de pano. Tecido, 100% algodão, sabe como é. Sou muito antiga sabe? E antigamente, não existiam fraldas descartaveis no mercado. Creio que quando minha irmã caçula, hoje com 34 anos, nasceu, elas até já eram comercializadas no Brasil , apesar de ser caro demais.
Hoje, todo mundo usa fralda descartável, como se simplesmente não houvesse outra opção. Por conta disso, muitas crianças manifestam dermatites incômodas, isso sem falar no impacto ambiental. Sabe quando as fraldas descartáveis dos nossos filhos deixarão a face do planeta? 450 anos. Isso mesmo, quatrocentos e cinquenta anos, o que será lá por 2461. Por outro lado, fico imaginando o quanto de água uma família que opte pelas fraldas de pano deverá gastar em aproximadamente 30 meses. Água é um recurso escasso e a superpopulação pode secar o planeta terra lavando fraldas. O que fazer? Continuar amontoando lixo e provocando alergias nas crianças ou consumir toda a água do planeta?
“ É ótimo tentar mudar a nossa vida na direção da justiça ecológica, mas também é verdade que toda atividade humana tem impacto ambiental - especialmente as atividades da fração da população humana rica o suficiente para ter as fraldas de qualquer tipo. Do ponto de vista da terra não é importante o tipo de fraldas que você usa. A decisão importante foi ter o bebê.”
UPDATE - Leia o artigo da Dé do blog Pedalando em Paris sobre o assunto..
segunda-feira, 18 de abril de 2011
#cartaaberta Que futuro terão nossos filhos?
Aconteceu na última sexta feita uma blogagem coletiva que envolveu grande parte da #blogosferamaterna e #blogosferapaterna. Como eu estava fora da cidade, escrevo hoje sobre um assunto que é de ontem, de hoje e, certamente, de amanhã. Depois do ataque a uma escola pública no bairro de Realengo, Rio de Janeiro, no último dia 07, que deixou a todos pesarosos, sem palavras, com palavras demais que valessem a pena ser ditas, confusos, tristes, de luto, revoltados e/ou, principalmente, assustados, um grupo de mães pensantes enviou uma carta aberta a seus grupos de amigos visando um debate de valores profundos. Quando recebi a carta, respirei fundo. Afinal, como o leitor poderá concluir, trata-se de um assunto árido, difícil de digerir: os tempos difíceis em que vivemos e a crise de valores que parece não cessar. Apesar existirem alguns pontos da carta que eu poderia, se não discordar, ao menos , ponderar de modo contrário, a atitude do seu envio por si só é motivo de aplauso.
Estamos nos acostumando a termos nossas retinas e ouvidos torturados com imagens e notícias absurdas no que diz respeito ao trato com a infância. E sem reclamar. São produtos que nossos filhos precisam consumir sob o risco de serem considerados out, são alimentos repletos de substâncias nocivas e atraentes que precisamos comprar para eles para ganharmos tempo, são abusos cometidos contra inocentes sem que haja punição adequada dos culpados, são tantas coisas… As signatárias da carta aberta resolveram reclamar agora e eu também vou reclamar com elas.
Precisamos debater exasutivamente todos os assuntos que digam respeito a nossas crianças e dar-lhes todo o tempo que nos seja possível dar, precisamos acolher nossas crianças pois este é o nosso dever. Não importa se elas não nasceram de parto natural , se não foram amamentadas no peito , se os pais precisam trabalhar 40 horas por semana para garantir-lhes um futuro melhor e uma boa educação, se elas usam fraldas descartáveis, se não comem os alimentos chamados agora orgânicos. Apesar de tudo isso parecer o politicamente incorreto, se houver amor e entrega na relação pai e filho, se houver comprometimento e atenção, teremos uma chance. O assunto, é claro , não termina por aqui. LEIA ABAIXO A carta aberta:
Que futuro terão nossos filhos?
Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.
A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?
Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.
Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,
temos de começar pelas crianças. Gandhi
O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?
Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?
O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.
O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?
Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!
Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.
Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.
Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!
Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.
Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor! Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.
Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br
Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com
Letícia Dawahri
Luciana Ivanike www.lucianaivanike.blogspot.com
Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com
Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com
* para saber mais acesse: Futuro do Presente
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Mãe é tudo igual completa um ano com promoção
1- os deveres escolares são sempre prioritários;
2- um A-menos é uma nota ruim;
3- seus filhos devem estar dois anos à frente dos colegas de turma em matemática;
4-os filhos jamais devem ser elogiados em público;
5- se seu filho algum dia discordar de um professor ou treinador, sempre tome partido do professor ou do treinador;
6- as únicas atividades que seus filhos deveriam ter permissão de praticar são aquelas em que pudessem ganhar uma medalha;
7- essa medalha deve ser de ouro.
| Amy e suas filhas, as "sobreviventes" Sophia e Lulu. |
as leitoras do Mãe é tudo igual. Para participar você, que possui um blog, pode escrever um artigo até 8 de maio com o tema : O quanto de mãe chinesa há em mim? e deixar o link na seção de comentários. Agora , você que não tem um blog, não pode ou prefere não escrever o artigo, deixe sua resposta à mesma pergunta através de comentário, também até 08 de maio. As blogueiras que escreverem o artigo concorrerão ao primeiro exemplar e as comentaristas concorrerão ao segundo exemplar. Cada participante receberá um número e os livros serão sorteados através da extração da loteria federal do dia 13/05. Agradeço desde já quem queira ajudar na divulgação.
Update - Quem já publicou :
Livro Aberto da Elô
Peculiarizar
Arma NÃO é brinquedo
Estamos na semana do desarmamento infantil promovida pelo Instituto Sou da Paz em São Paulo. E o debate é nacional. Arma não é brinquedo e ainda que esteja nas mãos inocentes de crianças constitui um perigo. Ao entrar no universo lúdico infantil, a arma leva consigo todo um significado de violência que não desejamos que esteja presente na educação de nossos filhos e pode acabar confundindo o pequeno que a carrega nas mãos. Afinal, apontar uma arma para o colega e puxar o gatilho plástico é brincar de que? De tirar a vida.
Vivemos tempos difíceis, em que as imagens da violência são propagadas a todo instante e , ainda que estejamos atentos somos pegos de surpresa. Há quase uma semana, quando um louco invandiu uma escola em Realengo, Rio de Janeiro, portando armas, uma delas comprada por R$266,00, a televisão não teve qualquer pudor em mostrar cenas de desespero e violência ao vivo antes das 10 horas da manhã, quando as crianças estão em casa assistindo tv. Por isso eu tenho convicção de que todo cuidado é pouco.
Lembro que meu fillho ganhou uma espada de plástico como lembrança em uma festinha no ano passado e na hora fiquei sem saber o que fazer, parada com aquela coisa nas mãos. Era apenas uma espadinha do Peter Pan, o personagem da nossa infância. Meu filho , que adora música, me tirou a espadinha imediatamente e falou : “ Mãe, olhe, ganhei uma tuba!”. Não precisei esconder a espada , ele a toca como tuba até hoje.
Sei que logo logo ele reconhecerá sua tuba como uma espada, mas acho que não preciso explicar isso a ele agora, aos 3 anos de idade. O que eu preciso é preservar , por enquanto seu universo tal como deve ser: infantil. Não pense que ele não brinca de polícia e ladrão com os primos nas reuniões de família. Não tenho como evitar que o menorzinho da turma fique fascinado com o bangue-bangue e o pow pow seguido de correria. Apesar da ausência de brinquedos, polícia e ladrão continuará sendo uma brincadeira, mas não precisa servir de treinamento.
Este post faz parte da blogagem coletiva Arma NÃO é brinquedo. Saiba mais visitando o site do Instituto Sou da Paz
quarta-feira, 23 de março de 2011
Por Uma Infância sem Racismo
“Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles negros e índios supliciados. Todos nós brasileiros somos, por igual, a mão possessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal, que também somos. Como descendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre servos da maldade destilada e instilada em nós, tanto pelo sentimento da dor intencionalmente produzida para doer mais, quanto pelo exercício da brutalidade sobre homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pasto de nossa fúria."…"A mais terrível de nossas heranças é esta de levar sempre conosco a cicatriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidade racista e classista."










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