Mostrando postagens com marcador blogagem coletiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador blogagem coletiva. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Chega de Bullying 2a edição




Quem acompanha o blog desde o início deve lembrar da blogagem coletiva Chega de Bullying que aconteceu por aqui em 2010 e muito surpreendeu. Relembre aqui. Tinha começado a escrever sobre maternidade e a ideia da blogagem surgiu do desabafo de um leitor em um comentário. Embarquei na ideia e os textos ficaram incríveis. 

Daquela discussão , a primeira conclusão foi a de que bullying é apenas uma palavra estrangeira e moderna para um problema que existe desde sempre.  A segunda conclusão é a de que só falando sobre o assunto é possível lidar com este tipo de comportamento. Bullying é intolerável , nossos filhos precisam saber disso. 

Dois anos depois, achei que é a hora de reabrir o problema aqui no blog. Chega de Bullying, como esta questão no toca, o que ainda  podemos dizer sobre isso? Assim, convido a todos que desejem falar sobre o tema a uma blogagem coletiva no dia 30 de outubro  15 de novembro. Posso contar com você? 

Para inspirar seu texto compartilho um video do Programa Sem Censura com a participação a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva e a professora Amélia Lacombe falando sobre bullying.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Meu filho e a #SemanaMundialdoBrincar



Ser mãe é viver numa montanha russa constante. Você vive a hora da expectativa quando entra no carrinho e colocam os cintos de segurança enquanto  imagina o que está por vir. Depois disso muitos medos, sustos, sobressaltos alternados com muita emoção e euforia. Ser mãe é essa loucura mesmo. E de tudo o que eu vivo com meu filho nessa montanha russa, uma das coisas que mais gosto é ver o menino brincar. 

As brincadeiras dele sempre me surpreendem porque ao mesmo tempo em que já é vítima da propaganda - que quer vender a brincadeira pronta -  ele cria coisas interessantíssimas a partir de quase nada. Brinca com as caixas de papelão que chegam do supermercado, com caixas de fósforos, botões , qualquer coisa . A melhor produção é a do Gato de Botas : chapéu de caubói que ganhou de lembrança numa festa , cinto da fantasia do Super homem, espadinha de plástico - tb lembrança de festa e as botas sete léguas do pai. Visualizou?

Espaço seguro, liberdade de expressão, brinquedos adequados a idade , caixas de papelão, botas sete léguas do pai. É só isso que ele precisa. Acontece que só isso é coisa pra caramba. Não depende só dos pais, depende também do Poder Público, da Escola, da Comunidade. Precisamos estar atentos a essas necessidades que garantem o desenvolvimento sadio dos nossos filhos. 

Por isso, para encerrar o post da blogagem coletiva da Semana Mundial do Brincar promovida por um Blog de Mãe - clique e saiba mais -   eu pergunto, se puder responda nos comentários: 

a) onde você mora existem parquinhos com brinquedos em bom espaço de conservação , áreas seguras e arborizadas onde as crianças possam brincar ?

b) a escola do seu filho tem espaço adequado à idade e número de crianças matriculadas?


c) qual a brincadeira mais interessante que seu filho já criou?



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Como se educa para o consumo?




Ser pai e mãe é um trabalho difícil. E por muitos motivos. Um dos principais é a educação para o consumo, a palavra de ordem do nosso tempo. Consumir é uma necessidade diária da qual ninguém foge, nem mesmo os que fazem conscientemente. Acordamos e consumimos um belo café da manhã, tomamos banho e consumimos o sabonete tal, o shampoo x, a toalha y . Vestimos a roupa da marca z, calçamos os sapatos abc e rumamos para o trabalho. Dirigindo o carro qualquercoisa ou de transporte coletivo, chegamos até ele. Trabalhamos o dia todo para mantermos nossos níveis de consumo que incluem, além do necessário , o supérfluo e , em alguns casos também o luxo. Estamos presos ao consumo como um peixe no aquário. Mesmo querendo sair, sabemos que podemos morrer tentando, podemos morrer se formos bem sucedidos, podemos morrer de qualquer maneira. Só resta nadar com alguma prudência e seja o o que Deus quiser, tomara que não apareça nenhum gato.


Tenho dificuldades para adorar um discurso anti consumo que surta efeito com meu filho. Converso  sempre que possível e ele não ganha presentes fora das datas festivas. Ainda assim , ele, aos quatro anos e meio tem dificuldades em compreender coisas como dinheiro, trabalho, o valor das coisas e o consumo. A relação com os colegas da escola não ajuda muito, todos os dias aparece uma novidade que ele descobre por lá e trás a ideia para dentro de casa. A televisão a mesma coisa. Mesmo limitando o acesso, a luta é desleal, até na tv a cabo a propaganda para crianças rola solta. O verbo comprar é usado por ele todos os dias ou, melhor dizendo , várias vezes ao dia. " O que você compô hoje, mãe?" " Eu quero ganhar um ......, você me dá?" O comportamento dele em loja de brinquedos então, é singular. Pelo menos para mim. Pode até ser que as outras crianças também se comportem assim mas, eu realmente não sei. Ele pede de tudo em menos de 10 minutos e ao ouvir um não, passa imediatamente para o próximo item. 'E isso, mãe?' Comecei a notar que ele quer comprar pelo ato de comprar e não pela coisa em si e, é claro também para mostrar para os  outros . Virou uma perua consumista, mas é um menino de 4 anos.

Quando a história do me dá começou , eu respondia na base do embromation. Dizia que ia ver se dava para  comprar a tal coisa e ia levando. Mas o menino é esperto e ele que foi tentando me levar, pedindo , pedindo e pedindo para ganhar essa , aquela e outra coisa. Eu não cedo, não dou, mas ele continua pedindo. Até que chega o dia em que eu resolvo encarar o bicho - o bichinho - de frente e respondo:' Não, não vou dar, quando chegar seu aniversário voltamos a falar no assunto'.' Não vai dar? ' ' Não'.' Buáaaaaa'. E chora por cinco minutos. Ainda não é o ideal mas estou tentando aperfeiçoar a técnica. Não dá para colocar o carro na frente dos bois e querer fazer uma explanação completa sobre o tema para ele, mas dá pra falar não esperar o choro acabar. 

E esta é a minha triste história. Eu sei que se insistir - e  o farei - conseguirei mudar seu comportamento e trazê-lo para níveis aceitáveis de consumo. Mas, ô tarefa ingrata! Agora o que eu gostaria é de ouvir de outras mães #comofaz. Podem me contar? Vale nos comentários ou um post se desejarem sobre isso. Podem chamar de blogagem coletiva, de meme ou de debate no blog. Como se educa para o consumo?

Para saber mais sobre consumismo infantil - Instituto Alana 

terça-feira, 26 de abril de 2011

Grito de Guerra da Mãe Tigre

grito-de-guerra-da-mae-tigre-208x300

Terminei de ler, no último fim de semana, o livro Grito de Guerra da Mãe Tigre, de Amy Chua, publicado no Brasil pela editora Intrínseca. Como eu já contei no artigo Mãe é tudo igual completa um ano com promoção, segundo Amy, a educação chinesa está focada na excelência a qualquer preço e palavras como felicidade, tempo livre, auto-estima e liberdade não existem no dicionário em mandarim. Especialmente quando os pais chineses são imigrantes vivendo em um novo país.

Apesar de Chua mostrar uma rotina massacrante imposta às filhas para que se tornassem excelentes em tudo e isso deixar pasmo qualquer leitor ocidental, o livro mostra também as dificuldades dessa mãe em seguir seu próprio plano de treinamento militar para crianças. Ou seja, nem mesmo as mães chinesas são tigres o tempo todo. E tem mais, nem sempre os filhos facilitam o trabalho das tigresas. Ao contrário da filha mais velha de Chua, a caçula um belo dia se rebelou contra o plano de excelência deixando a mãe na corda bamba.

Querer que os filhos sejam o que há de melhor é compreensível. Mas, o desejo da felicidade, essa palavra absurda para quem vive em cativeiro, também é possível.  A leitura do livro é recomendada, pois quando confrontados com os inúmeros testes impostos pelas crianças , podemos ter o ímpeto de sufocar demais a prole. Não dá muito certo. Os tormentos passados pela família de Amy Chua são prova disso. E ao mesmo tempo , me peguei pensando: não são só as mães chinenas que , quando descobrem que o filho é bom em determinada atividade entra em competição com o resto do mundo para que seu rebento brilhe independente do que possa pensar sobre o assunto. Lembro de um pai de aluno que uma vez disse para o filho , corredor de kart: “Segundo lugar é o primeiro perdedor”. Serviço estranho este , de pai e mãe. Precisamos treinar alguém para o pega pra capar que é a vida, mas , as vezes, somos mais infantis do que eles jamais poderiam ser.

E você, o quanto tem de mãe chinesa? É competitiva e visa a exelência a todo custo também? Não!? Participe da promoção do primeiro ano do blog . Para participar você, que possui um blog, pode escrever um artigo até  8 de maio com o tema : O quanto de mãe chinesa há em mim?  e deixar o link na seção de comentários. Agora , você que não tem um blog, não pode ou prefere não escrever o artigo, deixe sua resposta à mesma pergunta através de comentário, também até 08 de maio. As blogueiras que escreverem o artigo concorrerão ao primeiro exemplar e as comentaristas concorrerão ao segundo exemplar. Cada participante receberá um número e os livros serão sorteados através da extração da loteria federal do dia 13/05.

 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

#cartaaberta Que futuro terão nossos filhos?

children

Aconteceu na última sexta feita uma blogagem coletiva que envolveu grande parte da #blogosferamaterna e #blogosferapaterna. Como eu estava fora da cidade, escrevo hoje sobre um assunto que é de ontem, de hoje e, certamente, de amanhã. Depois do ataque a uma escola pública no bairro de Realengo, Rio de Janeiro, no último dia 07, que deixou a todos pesarosos, sem palavras, com palavras demais que valessem a pena ser ditas, confusos, tristes, de luto, revoltados e/ou, principalmente, assustados, um grupo de mães pensantes enviou uma carta aberta a seus grupos de amigos visando um debate de valores profundos. Quando recebi a carta, respirei fundo. Afinal, como o leitor poderá concluir, trata-se de um assunto árido, difícil de digerir: os tempos difíceis em que vivemos e a crise de valores que parece não cessar. Apesar existirem alguns pontos da carta que eu poderia, se não discordar, ao menos , ponderar de modo contrário, a atitude do seu envio por si só é motivo de aplauso.

Estamos nos acostumando a termos nossas retinas e ouvidos torturados com imagens e notícias absurdas no que diz respeito ao trato com a infância. E sem reclamar. São produtos que nossos filhos precisam consumir sob o risco de serem considerados out, são alimentos repletos de substâncias nocivas e atraentes que precisamos comprar para eles para ganharmos tempo, são abusos cometidos contra inocentes sem que haja punição adequada dos culpados, são tantas coisas… As signatárias da carta aberta resolveram reclamar agora e eu também vou reclamar com elas.

Precisamos debater exasutivamente todos os assuntos que digam respeito a nossas crianças e dar-lhes todo o tempo que nos seja possível dar, precisamos acolher nossas crianças pois este é o nosso dever. Não importa se elas não nasceram  de parto natural , se não foram amamentadas no peito , se os pais precisam trabalhar 40 horas por semana para garantir-lhes um futuro melhor e uma boa educação, se elas usam fraldas descartáveis, se não comem os alimentos chamados agora orgânicos. Apesar de tudo isso parecer o politicamente incorreto, se houver amor e entrega na relação pai e filho, se houver comprometimento e atenção, teremos uma chance. O assunto, é claro , não termina por aqui. LEIA ABAIXO A carta aberta:

Que futuro terão nossos filhos?

Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.

A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?

Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.

Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,

temos de começar pelas crianças. Gandhi

O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?

Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?

O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.

O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?

Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!

Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.

Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.

Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!

Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.

Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor! Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br

Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com

Letícia Dawahri

Luciana Ivanike www.lucianaivanike.blogspot.com

Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com

Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com

* para saber mais acesse: Futuro do Presente

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mãe é tudo igual completa um ano com promoção


bolo_aniversario


Em 03 de maio próximo, este humilde bloguinho completa um ano de idade. Estou muito feliz com o acontecimento pois apesar de não ter estatísticas, como blogueira experiente, sei que boa parte dos blogs não passa dos primeiros seis meses. Já discuti vários temas relevantes para mim aqui e ainda tenho muito mais o que falar. Acredito que este blog me ajuda a ser uma mãe melhor na medida em que possuo um canal para debater os problemas que observo, vivencio e busco resposta. Aqui conheci pessoas interessantes que vivem realidade semelhante á minha ou , pelo contrário, vidas completamentes diferentes. O blog cresceu e eu cresci. Espero continuar por mais um tempo por aqui.

Quando engravidei achei que seria uma mãe perfeita, como eu disse no artigo Mães de Sucesso, publicado outro dia. Seria completamente diferente da minha mãe, que muitas vezes me parecia um sargento disfarçado de mamãe, outras vezes uma bruxa e, outras tantas minha amiga. Tive uma educação muito rígida, com muitas cobranças de rendimento escolar e comportamento. Como eu não tinha dificuldades na escola e sempre fiz o tipo paradona, perdida dentro da minha cabeça e preferindo os livros a aglomerações, fui poupada de embates piores com minha mãe. Mas lembro que uma vez, minha irmã caçula, ainda criança perguntou: “Mãe, você não sabe dizer sim, só fala não?” Minha mãe teve seus motivos, ficou viúva cedo com as filhas por criar, não podia deixar o angú desandar. Acontece que eu sonhava uma coisa diferente.

Depois do nascimento do meu filho, descobri que a tal coisa diferente não seria tão fácil assim. Todos os dias sou testada na minha performance de mãe que gostaria de ser perfeita, aquela mãe distante da minha, o sargento. Por isso quando fiquei sabendo do lançamento do livro O grito de guerra da mãe tigre da professora universitária Amy Chua, que fez bastante barulho nos EUA e Grã-Bretanha. A polêmica , se você ainda não ouviu falar do livro, reside no fato de Chua narrar sua experiência em educar suas filhas através do método chinês de cobrança de excelência permanente vivendo na América. E detalhe: seu marido é judeu americano. A chamada de capa do livro parecia retratar minha mãe. Afinal, para ser uma mãe chinesa, você precisa pensar que:


1- os deveres escolares são sempre prioritários;
2- um A-menos é uma nota ruim;
3- seus filhos devem estar dois anos à frente dos colegas de turma em matemática;
4-os filhos jamais devem ser elogiados em público;
5- se seu filho algum dia discordar de um professor ou treinador, sempre tome partido do professor ou do treinador;
6- as únicas atividades que seus filhos deveriam ter permissão de praticar são aquelas em que pudessem ganhar uma medalha;
7- essa medalha deve ser de ouro.



Amy-Chua-and-daughters
Amy e suas filhas, as "sobreviventes" Sophia e Lulu.


É verdade que minha mãe não era exatamente assim. Mas, chegou perto, bem perto.Ela própria se reconheceu ao ver uma reportagem sobre Amy Chua  e me telefonou contando. Mães chinesas podem, como diz a autora,   nascer em toda parte. Eu, que já li metade do livro, afianço que vale a leitura. Não para nos transformar em mães chinesas, mas para avaliarmos o quanto temos sido permissivas ou, ao contrário, exigentes e competitivas demais. E ainda é possível perguntar, quem será mais infeliz o chinês educado pela mãe tigre ou o ocidental criado pela mãe que precisa acompanhar as dicas da supernanny? E ainda dá pra refletir, é possível encontrar o caminho do meio, como ensina o TAO, o equilibrio na criação de nossos filhos neste louco mundo líquido de hoje?



grito-de-guerra-da-mae-tigre-208x300


Por conta disso tudo, aviso que em parceria com a Editora Intrínseca, o blog vai presentear com dois exemplares do livro Grito de Guerra da Mãe Tigre à
as leitoras do Mãe é tudo igual. Para participar você, que possui um blog, pode escrever um artigo até  8 de maio com o tema : O quanto de mãe chinesa há em mim?  e deixar o link na seção de comentários. Agora , você que não tem um blog, não pode ou prefere não escrever o artigo, deixe sua resposta à mesma pergunta através de comentário, também até 08 de maio. As blogueiras que escreverem o artigo concorrerão ao primeiro exemplar e as comentaristas concorrerão ao segundo exemplar. Cada participante receberá um número e os livros serão sorteados através da extração da loteria federal do dia 13/05. Agradeço desde já quem queira ajudar na divulgação.


Update - Quem já publicou :


Livro Aberto da Elô

Peculiarizar

Arma NÃO é brinquedo

eu_apoio_infantil.gif

Estamos na semana do desarmamento infantil promovida pelo Instituto Sou da Paz em São Paulo. E o debate é nacional. Arma não é brinquedo e ainda que esteja nas mãos inocentes de crianças constitui um perigo. Ao entrar no universo lúdico infantil, a arma leva consigo todo um significado de violência que não desejamos que esteja presente na educação de nossos filhos e  pode acabar confundindo o pequeno que a carrega nas mãos. Afinal, apontar uma arma para o colega e puxar o gatilho plástico é brincar de que? De tirar a vida.

Vivemos tempos difíceis, em que as imagens da violência são propagadas a todo instante e , ainda que estejamos atentos somos pegos de surpresa. Há quase uma semana, quando um louco invandiu uma escola em Realengo, Rio de Janeiro, portando armas, uma delas comprada por R$266,00, a televisão não teve qualquer pudor em mostrar cenas de desespero  e violência ao vivo antes das 10 horas da manhã, quando as crianças estão em casa assistindo tv. Por isso eu tenho convicção de que todo cuidado é pouco.

Lembro que meu fillho ganhou uma espada de plástico como lembrança em uma festinha no ano passado e na hora fiquei sem saber o que fazer, parada com aquela coisa nas mãos. Era apenas uma espadinha do Peter Pan, o personagem  da nossa infância.  Meu filho , que adora música, me tirou a espadinha imediatamente e falou : “ Mãe, olhe, ganhei uma tuba!”. Não precisei esconder a espada , ele a toca como tuba até hoje.

Sei que logo logo ele reconhecerá sua tuba como uma espada, mas acho que não preciso explicar isso a ele agora, aos 3 anos de idade. O que eu preciso é preservar , por enquanto seu universo tal como deve ser: infantil. Não pense que ele não brinca de polícia e ladrão com os primos nas reuniões de família. Não tenho como evitar que o menorzinho da turma fique fascinado com o bangue-bangue e o pow pow seguido de correria. Apesar da ausência de brinquedos, polícia e ladrão continuará sendo uma brincadeira, mas não precisa servir de treinamento.

Este post faz parte da blogagem coletiva Arma NÃO é brinquedo. Saiba mais visitando o site do Instituto Sou da Paz

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Violência – E agora, o que eu digo pro meu filho?

 

maternidadereal[1]

 

Em casa, normalmente não assisto tv na parte da manhã. Eu prefiro rádio. Sou antiga, sabe? Vou para a cozinha preparar o café ás 7 da manhã e ligo o rádio para saber a quantas anda o Rio de Janeiro e desligo por volta das 8, quando sentamos em família para tomar o café. A notícia do massacre na escola em Realengo chegou pelo telefone, minha mãe sempre me avisa dessas coisas, querendo dizer que o Rio não é um bom lugar para criar os filhos, só às 10, quando o pequeno tinha ido para a natação. Ela tem lá sua razão. Mas, eu também tenho a minha.

Meu bebê filho completa hoje 3 anos e 7 meses. Ele ainda tem uma visão infantil, maniqueísta da vida. Existem os bonzinhos e os malvados. Até ontem ele vivia numa metrópole cheia de problemas mas, que se imaginava segura de episódios como aquele , longe do ódio gratuito. Agora, existe a possibilidade da moda pegar, já que pessoas com personalidade para atos extremos costumam ganhar confiança quando assistem notícias de atos violentos. Agora, preciso me preparar com mais afinco para o dia em que meu filho estará preparado para saber a verdade sobre mocinhos e bandidos.

Ontem no twitter, li notícias de mães que defendem que seus filhos de 8 e até 6 anos devam ter conhecimento total da tragédia e até estavam assistindo às notícias em tempo real com eles. Eu seria mais moderada. Crianças precisam ser crianças e ter a infância preservada até a maturidade para assimilar tanta maldade, que, cá entre nós, até os adultos tem dificuldade em digerir. É duro , mas é a vida e precisamos, com muito tato saber o momento certo para abordar o tema. Acredito firmemente que há tempo para tudo.  Ainda que se diga que não adianta tapar o sol com a peneira, acho que não se deve expor a criança ao noticiário.

Diante de tudo isso, lembro que quanto estava grávida , imaginava que a oportunidade da maternidade me daria uma página em branco para escrever e com meu filho eu não cometeria os erros da minha mãe, mas somente os meus. Como eu não fazia a menor ideia de quais poderiam ser os meus erros, imaginei que seria a mãe perfeita. Bobinha. Cá estou eu , errando e acertando todos os dias, erros e acertos inimagináveis para a gestante que eu fui.

Eu não sou a mãe perfeita, essa mãe não existe. Ou talvez até exista mas, quem poderá rotulá-la será o próprio filho. Então até que o meu bebê-filho se torne filho adulto e sabedor de si, não terei condições de saber a resposta. E mesmo que eu saiba ela poderá estar maculada pelo amor do filho que sempre acha a mãe legal. Afinal, é a única que conhece. Tudo o que eu quero é poder contribuir para que meu ex-bebê cresca com os elementos necessários para encontrar seu lugar no mundo, sua felicidade, sua paz interior. Se eu não atrapalhar acho que já está de bom tamanho. Preocupada com seu desenvolvimento, tropeçando nas minhas ideias que podem mudar a qualquer momento, assim eu sou a melhor mãe que posso ser. Toda mãe que leva o serviço a sério sabe como é difícil.

* Este texto é parte da blogagem coletiva promovida pela Carol Passuelo do blog Vinhos, viagens, uma vida comum e dois bebês! e foi, infelizmente, contaminado pelos acontecimentos de ontem.  

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Culpa Zero

buscando_felicidade

Culpa. Desconfio que a maioria das pessoas inscritas nesta Blogagem Coletiva é mulher. Não que homem não sinta culpa, eles sentem. Mas, parece que o produto não é tão bem vendido aos meninos, afinal.  Mulher sente culpa desde que sabe-se mulher. Culpa pelos quilos a mais, existam ou não. Culpa por precisar trabalhar e deixar os filhos com outra pessoa. Culpa pelas rugas que teimam em aparecer, culpa por mentir a idade. Eu não vou entrar em questões religiosas mas, tudo indica que a culpa , se não foi criada, foi bastante utilizada através dos tempos por setores da fé para lucrar com indulgências.

Ninguém nasce com culpa. Pelo contrário, nascemos ególatras. Tudo o que queremos ao berrar é o seio materno, o colo da mãe. Desejamos resolver de imediato a demanda de leite e calor, do eu, do eu, do eu. O eu não pode ser privado do básico e o básico, para o bebê, é tudo. Com o tempo, por ser o homem um ser social,  começamos a ter que interagir com o outro e, o outro não é mais a nossa mamãe.Precisamos agradar o outro, trabalhar com o outro, almoçar com o outro, namorar o outro, falar com o outro, pegar carona com o outro. Precisamos ter amigos nos outros. E quando não fazemos tudo como esperado pelo outro, muitas vezes sentimos culpa por nós mesmos ou porque nos fazem sentir assim.

Eu não sei, não faço a menor ideia se é possivel na sociedade ocidental capitalista, viver sem a tal da culpa. Talvez seja tão difícil cortar a culpa quanto o MacDonalds, o chocolate, o refrigerante. Talvez seja tão difícil cortar a culpa quanto a internet de alta velocidade.Mas, é preciso tentar. Precisamos tentar viver como podemos, viver como é possível. Nem sempre é possível viver fazendo tudo o que queremos fazer para agradar ao outro. Precisamos começar a agradar a nós mesmos, procurando evitar sentir ou fazer quem está conosco sentir culpa. 

* Este post é parte da blogagem coletiva idealizada por meio de uma conversa no Twitter, saiba mais no blog Um pouco de mim…

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vínculo #blogagemcoletiva


blogagem_mulheremae_vinculo

Vínculo, do latim, prender-se, ligar-se.

Vínculo do corpo , da mente e da alma. Quando começou minha ligação com meu filho? Antes mesmo dele existir? Difícil, já que eu não cogitava semelhante projeto. Antes mesmo dele nascer? Bem, agora está melhorando. Assim que engravidei, nasceu alguma coisa que pode ser chamado de vínculo. Foi aí que apareceu a autofiscalização com tudo o que eu colocava na boca, com as horas mal dormidas que a gravidez sabiamente nos confere como estágio para todas as noites em claro que estão por vir, com a preparação do corpo para o momento mais maluco experimentado por um ser humano, o momento em que outro ser, autônomo, sai de dentro de seu ventre, olha bem nos olhos e …chora pela primeira e mais linda vez.

No momento do choro, o vínculo, nascido com a preocupação, o planejamento e o sonho, vira realidade consubstanciado, no meu caso concreto, em 51 cm com 3.685kg. E no momento em que a ligação física é rompida com o cordão umbilical, a ligação da alma selada por aquele primeiro olhar que parece dizer “ Então era você, todo aquele tempo? Muito bem, senhora, você me chamou, se esforçou, rezou, se cuidou, riu e chorou. Você me quis todos esses meses, todas essas luas. Cá estou, cheio de fome e sou seu para o resto da vida.” Naquele momento em que o vínculo se estreita, você também chora, mas não é fome. É aquela coisa estranha que o escritor ainda não conseguiu traduzir em palavras.

A partir de então o vínculo, ligação, elo, ou seja lá o nome que demos para a coisa, parece crescer tão rápido quando o filho; e na mesma proporção. A partir de então, a cabeça da senhora que esperou todas aquelas luas, arrumará um compartimento para guardar todas as informações a respeito daquele a quem está irremediavelmente ligada. E o processamento dos dados se dará sempre de modo instantâneo. Quando o filho começar a falar, ou melhor, utilizar de modo rudimentar sons para tentar comunicação, ela será a única que compreenderá durante muito tempo. Quando o filho sentir algum mal estar, mínimo que seja, ela será a primeira a saber o que ele quer e precisa. Quando lhe der o colo e deixá-lo pousar sobre o ombro a cabecinha, qualquer mal estar passageiro passará e até os mais graves parecerão menores. É o tal do vínculo. Ele nos segue a todos em maior ou menor grau, dependendo do esforço de um e da capacidade de compreender o esforço do outro.

E nem no dia, sim um dia o dia chega, em que o filho abrir as longas asas para voar para bem longe do ninho, o fio que os une será rompido. Ainda que não precise mais de alguém que lhe cure o joelho ralado e ensine a amarrar os sapatos. O filho sabe que do lado de cá do laço bem dado pela vida existe uma mãe que torce por ele, sempre e acima de tudo.

Este texto integra uma blogagem coletiva promovida pela Rede Mulher e Mãe

terça-feira, 13 de julho de 2010

Resultado do Sorteio Chega de Bullying

A blogagem coletiva Chega de Bullying foi um sucesso. Participaram pais, mães, professores e adolescentes, o que me deixou muito feliz. Afinal , tivemos multiplas abordagens e visões de um mesmo tema.Mesmo depois do término do prazo da postagem , continuamos recebenos novos links de participação, aproveite para ler os textos que chegaram nos últimos dias clicando aqui. O sorteio do livro da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, Bullying, mentes perigosas nas ESCOLAS foi realizado no site random.org e saiu para a Ana do blog Balde, Areia e Balanço. Ana, espero seu email ( maeetudoigual@gmail.com) para enviar seu livro. Parabéns a Ana e obrigada a todos!

 

2010-07-13 10 56 29

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Chega de Bullying


crianca-2

Hoje é dia de debater o bullying, prática que envergonha a espécie que acredita ser superior as demais pelo diferencial do uso da razão. A primeira frase do post está um pouco agressiva, mas não vou modificar. Essa história de bullying me dá raiva, reação humana também.

Imaginar que crianças, adolescentes e jovens possam ter prazer em humilhar, maltratar, ridicularizar é doloroso. É difícil acreditar que a sociedade possa estar caminhando para um lugar melhor enquanto este tipo coisas como bullying continuarem a acontecer. Eu sei, disso, você sabe, todo mundo sabe e,  mesmo assim, continua acontecendo. Por toda parte.

Quanto propus esta coletiva , fiz com o desejo de promover o debate em torno de uma ferida que precisa ser mexida sempre. O que eu não sabia, em minha ignorância imensa, é que quase todos ( senão todos mesmo) tem uma história para contar. Isso quer dizer que é comum, mas não que pode ser considerado normal, muito menos banal.

Por isto se você chegou aqui hoje e não sabia da coletiva e se interessou, visite ao menos alguns dos participantes e leia as diferentes abordagens sobre o tema. Se  você é um dos debatedores, leia o post dos demais blogueiros e comente. O debate se aquece com a participação de todos. Aproveito para agradecer imensamente aos envolvidos na programação de hoje. Sei que algumas pessoas não puderam preparar um artigo mas divulgaram em seus blogs e chamaram seus leitores. Muito obrigada e Chega de Bullying.

Abaixo segue a lista de blogs com posts publicados que irei atualizando conforme o recebimento dos links.














quinta-feira, 1 de julho de 2010

O tempo da espera

Esperar. Verbo mal quisto. Ninguém gosta de esperar. Na fila do banco, todos com cara de enterro. No supermercado a orelha da moça do caixa  queima invariavelmente. Mesmo quem perde horas escolhendo a melhor laranja se aborrece ao ter que esperar  10 minutos  para pagar. Esperar pelo resultado de uma prova , pela namorada que sempre atrasa, pelo cliente que não chega, pelo médico que nunca atende na hora. Esperar é o fim. Mas, nem sempre, existem aquelas vezes em que esperar é só o começo e nem por  é isso menos complicado.

O tempo da espera do filho é longo demais para quem o leva no bucho.  A que carrega é que sabe. Os outros quando encontram aquela com a barriga – e um punhado de sonhos – normalmente comentam como passa rápido a gravidez. Afinal, foi “ outro dia” que se encontraram sem barriga presente. Acontece que para quem espera, outro dia foi no século passado. O tempo se arrasta, apesar de curto para tantos preparativos. O tempo não pára e não passa.

A espera do filho é uma espera composta. Uma espera com pança, esperança. Espera-se, além do filho, que ele venha com saúde e feliz, que seja tranquilo e durma bem, um bom menino, com apetite e bom humor e dentes fortes. Espera-se de tudo e começa bem cedo o esperar. Antes mesmo de encomendar. Muitas vezes quem espera já escolhe o nome do filho por volta dos 12 anos, junto com o primeiro namorado da escola. Quando o filho nasce, décadas depois, ganha o nome sonhado. Do namorado ninguém mais lembra.

Assim como a natureza, resolvi deixar a pior parte para o final. Quando a esper(p)ança está maior que nunca é que a espera fica insuportável. Não há mais espaço na barriga e uns pés enormes resolvem descansar embaixo das costelas do ser que pacientemente esperou por mais de trinta semanas. A partir daquele momento, o final, não basta mais apenas esperar, é preciso esperar insone, não há mais posição para dormir e sonhar com o filho querido. Melhor esperar acordada,  a chegada não marca hora e para fazer força aquela que espera tem que estar desperta.

Quando é decretado o fim de tudo e o começo de uma coisa nova, original e maravilhosa chamada vida, a espera , não sem lutar bravamente, resolve entregar os pontos e um novo ser aos braços da mãe, outra que nasce junto com o filho. Chega de espera. Mamadas a cada 3 horas.

Este texto é parte da blogagem coletiva promovida pelo blog Enquanto Esperamos ( parabéns, Carol) 

* imagem - Mãe e filho ( detalhe da tela As três idades da mulher ) Gustav Klimt, 1905

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Chega de Bullying

O post anterior rendeu muitas visitas ao blog e bons comentários. Um deles , do leitor Bruno, me fez pensar que um simples artigo no Mãe é tudo igual é pouco diante da dor que o Bullying causa em suas vítimas. Por conta da necessidade de debater mais o assunto estou lançando uma blogagem coletiva com o tema Chega de Bullying. Espero mobilizar pais, professores e sociedade em geral, através dos blogueiros que resolvam aceitar meu humilde convite. 

Caso você aceite o convite, deixe um comentário com a url do seu blog,  poste o selo na sua sidebar com link para este post e em 05 de julho publique sua opinião sobre o tema e chame a atenção de seus leitores para esta prática absurda. Ao final da coletiva será sorteado entre os participantes o livro da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, Bullying, mentes perigosas nas ESCOLAS , da editora FONTANAR. 


Podem participar blogueiros residentes no Brasil ou com endereços de entrega no território nacional. Acredito que a blogagem coletiva será uma forma de movimentar a internet em torno de um tema muitíssimo importante como este.  E então, posso contar com você?



Web Analytics ▲ Topo