sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
A era dos aquários
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Dever de casa é importante?
"O presidente da França, François Hollande, disse, ano passado, que pretende proibir as escolas de passarem dever de casa para seus alunos. Entre outros motivos, que fazem parte de uma grande reformulação do sistema educacional francês, ele afirma que é “injusto” que algumas crianças tenham ajuda dos pais nessa hora, enquanto outras crianças não."
"Na Inglaterra, o colégio Jane Austen, em Norwich, decidiu que seus 1.100 alunos não levariam mais dever para fazer em casa, pois as crianças precisam de mais tempo livre para brincar e ficar com a família. Em compensação, o tempo de permanência na escola será estendido."
"Nos Estados Unidos, algumas escolas estão diminuindo o volume de dever escolar e estipulando um tempo aceitável para as crianças gastarem nas tarefas feitas em casa. Esses educadores americanos acreditam que as crianças estão ficando estressadas e frustradas por passarem tanto tempo na escola e depois precisarem estudar mais ainda quando chegam em casa."
* imagem - Revista Crescer
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Quem faz o dever de casa das crianças?
quinta-feira, 24 de maio de 2012
A escolha da escola - o que levar em conta
Uma mãe, indignada por seu filho ter de assistir obrigatoriamente aulas de religião em uma escola, foi até a coordenação e argumentou com o responsável: "O senhor acha justo meu filho ser obrigado a assistir aulas da religião X quando nós, em casa, professamos a religião Y? O senhor não acha que isso poderá causar confusão no menino?" O coordenador concordou prontamente: " A senhora tem toda razão, liberdade religiosa é um direito sagrado. E por isso recomendo que tire seu filho de nossa escola. É a melhor coisa para ele."
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Sobre as nozes e a falta dos dentes

terça-feira, 1 de novembro de 2011
A escolha da escola : o dilema
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
#EstudarValeaPena – Hoje é dia do estudante
Era uma vez um menino que gostava das mesmas coisas que todos os outros meninos costumam gostar. Soltar pipa, subir em árvore, jogar bola , andar de pé no chão. Era filho de uma família simples do interior de Minas Gerais. O pai era pedreiro, e tão conhecido na cidade que chegou até a ser delegado em uma época distante, quando ainda não havia concurso para o cargo. A mãe, uma dona de casa que cuidava de uma hortinha da família e que era também parteira. A vida virou de cabeça pra baixo quando o pai começou a beber e perdeu quase tudo, inclusive dois filhos para a fome. Depois dos pedaços difíceis, mudaram todos de cidade e de estado, tentando também mudar de vida. Aos 9 anos o menino da história precisou ir trabalhar. Como era mais uma boca para sustentar, acabaram lhe arrumando um trabalho onde podia comer e dormir. Iam lá só buscar o dinheiro no fim do mês. Triste, né? Olhe só que engraçado, foi aí que a sorte mudou.
É que o tal trabalho , que dava casa e comida era uma escola com internato, coisa bem comum naquele tempo. Como faxineiro, trabalhou e estudou num internato por anos junto com outros meninos. Era possível estudar ali mesmo trabalhando. Nem todo mundo gostava dos livros e pra falar a verdade, o único que vingou nos estudos foi o menino da história que , crescido , conseguiu vaga de inspetor. Terminando o ensino médio, que no seu caso era um curso técnico de contabilidade, chegou a chefe de disciplina e como gostava muito de inglês, das aulas e das sessões de cinema, resolveu fazer a prova para obter o registro de professor – a história é antiga, lembra? – , naquele tempo as coisas eram assim. Uma vez professor de inglês, encasquetou que podia um cadinho mais e cursou direito em uma universidade federal. Nesse meio tempo, fazia poesia, lia filosofia e a biografia dos grandes homens. Quando casou e veio o primeiro filho, que na verdade era uma filha, achou que queria sonhar mais e empreendeu um negócio. O negócio deu certo, virou empresário de sucesso em pouco tempo. Por um desses acasos do destino, sofreu um acidente de carro e morreu antes de completar 40 anos. Mas, é claro, isso é só um detalhe. A parte que realmente conta da história não é o antes nem o depois. A parte que conta é o meio.
Se meu pai não tivesse ido trabalhar naquela escola, dificilmente seria o homem que foi. Se a vida fosse uma corrida em revesamento, eu poderia dizer que meu pai correu todo o percuso para mim e me entregou o bastão na linha de chegada. Por isso, posso dizer com segurança, que educação não só vale a pena como modifica trajetórias de vida. Sonho viver num país em que a educação liberte a todos, que não seja preciso contar com a sorte para se educar . Estudar vale a pena, e não estou falando isso da boca p’ra fora.
* Este texto é parte da blogagem coletiva #estudarvaleapena , promovida pelo Instituto Unibanco para saber mais clique aqui . Aproveito para fazer também minha homenagem ao pai, alguém que eu gostaria muito de abraçar no próximo domingo.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Grito de Guerra da Mãe Tigre
Terminei de ler, no último fim de semana, o livro Grito de Guerra da Mãe Tigre, de Amy Chua, publicado no Brasil pela editora Intrínseca. Como eu já contei no artigo Mãe é tudo igual completa um ano com promoção, segundo Amy, a educação chinesa está focada na excelência a qualquer preço e palavras como felicidade, tempo livre, auto-estima e liberdade não existem no dicionário em mandarim. Especialmente quando os pais chineses são imigrantes vivendo em um novo país.
Apesar de Chua mostrar uma rotina massacrante imposta às filhas para que se tornassem excelentes em tudo e isso deixar pasmo qualquer leitor ocidental, o livro mostra também as dificuldades dessa mãe em seguir seu próprio plano de treinamento militar para crianças. Ou seja, nem mesmo as mães chinesas são tigres o tempo todo. E tem mais, nem sempre os filhos facilitam o trabalho das tigresas. Ao contrário da filha mais velha de Chua, a caçula um belo dia se rebelou contra o plano de excelência deixando a mãe na corda bamba.
Querer que os filhos sejam o que há de melhor é compreensível. Mas, o desejo da felicidade, essa palavra absurda para quem vive em cativeiro, também é possível. A leitura do livro é recomendada, pois quando confrontados com os inúmeros testes impostos pelas crianças , podemos ter o ímpeto de sufocar demais a prole. Não dá muito certo. Os tormentos passados pela família de Amy Chua são prova disso. E ao mesmo tempo , me peguei pensando: não são só as mães chinenas que , quando descobrem que o filho é bom em determinada atividade entra em competição com o resto do mundo para que seu rebento brilhe independente do que possa pensar sobre o assunto. Lembro de um pai de aluno que uma vez disse para o filho , corredor de kart: “Segundo lugar é o primeiro perdedor”. Serviço estranho este , de pai e mãe. Precisamos treinar alguém para o pega pra capar que é a vida, mas , as vezes, somos mais infantis do que eles jamais poderiam ser.
E você, o quanto tem de mãe chinesa? É competitiva e visa a exelência a todo custo também? Não!? Participe da promoção do primeiro ano do blog . Para participar você, que possui um blog, pode escrever um artigo até 8 de maio com o tema : O quanto de mãe chinesa há em mim? e deixar o link na seção de comentários. Agora , você que não tem um blog, não pode ou prefere não escrever o artigo, deixe sua resposta à mesma pergunta através de comentário, também até 08 de maio. As blogueiras que escreverem o artigo concorrerão ao primeiro exemplar e as comentaristas concorrerão ao segundo exemplar. Cada participante receberá um número e os livros serão sorteados através da extração da loteria federal do dia 13/05.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
#cartaaberta Que futuro terão nossos filhos?
Aconteceu na última sexta feita uma blogagem coletiva que envolveu grande parte da #blogosferamaterna e #blogosferapaterna. Como eu estava fora da cidade, escrevo hoje sobre um assunto que é de ontem, de hoje e, certamente, de amanhã. Depois do ataque a uma escola pública no bairro de Realengo, Rio de Janeiro, no último dia 07, que deixou a todos pesarosos, sem palavras, com palavras demais que valessem a pena ser ditas, confusos, tristes, de luto, revoltados e/ou, principalmente, assustados, um grupo de mães pensantes enviou uma carta aberta a seus grupos de amigos visando um debate de valores profundos. Quando recebi a carta, respirei fundo. Afinal, como o leitor poderá concluir, trata-se de um assunto árido, difícil de digerir: os tempos difíceis em que vivemos e a crise de valores que parece não cessar. Apesar existirem alguns pontos da carta que eu poderia, se não discordar, ao menos , ponderar de modo contrário, a atitude do seu envio por si só é motivo de aplauso.
Estamos nos acostumando a termos nossas retinas e ouvidos torturados com imagens e notícias absurdas no que diz respeito ao trato com a infância. E sem reclamar. São produtos que nossos filhos precisam consumir sob o risco de serem considerados out, são alimentos repletos de substâncias nocivas e atraentes que precisamos comprar para eles para ganharmos tempo, são abusos cometidos contra inocentes sem que haja punição adequada dos culpados, são tantas coisas… As signatárias da carta aberta resolveram reclamar agora e eu também vou reclamar com elas.
Precisamos debater exasutivamente todos os assuntos que digam respeito a nossas crianças e dar-lhes todo o tempo que nos seja possível dar, precisamos acolher nossas crianças pois este é o nosso dever. Não importa se elas não nasceram de parto natural , se não foram amamentadas no peito , se os pais precisam trabalhar 40 horas por semana para garantir-lhes um futuro melhor e uma boa educação, se elas usam fraldas descartáveis, se não comem os alimentos chamados agora orgânicos. Apesar de tudo isso parecer o politicamente incorreto, se houver amor e entrega na relação pai e filho, se houver comprometimento e atenção, teremos uma chance. O assunto, é claro , não termina por aqui. LEIA ABAIXO A carta aberta:
Que futuro terão nossos filhos?
Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.
A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?
Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.
Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,
temos de começar pelas crianças. Gandhi
O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?
Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?
O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.
O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?
Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!
Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.
Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.
Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!
Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.
Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor! Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.
Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br
Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com
Letícia Dawahri
Luciana Ivanike www.lucianaivanike.blogspot.com
Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com
Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com
* para saber mais acesse: Futuro do Presente
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Mãe é tudo igual completa um ano com promoção
1- os deveres escolares são sempre prioritários;
2- um A-menos é uma nota ruim;
3- seus filhos devem estar dois anos à frente dos colegas de turma em matemática;
4-os filhos jamais devem ser elogiados em público;
5- se seu filho algum dia discordar de um professor ou treinador, sempre tome partido do professor ou do treinador;
6- as únicas atividades que seus filhos deveriam ter permissão de praticar são aquelas em que pudessem ganhar uma medalha;
7- essa medalha deve ser de ouro.
| Amy e suas filhas, as "sobreviventes" Sophia e Lulu. |
as leitoras do Mãe é tudo igual. Para participar você, que possui um blog, pode escrever um artigo até 8 de maio com o tema : O quanto de mãe chinesa há em mim? e deixar o link na seção de comentários. Agora , você que não tem um blog, não pode ou prefere não escrever o artigo, deixe sua resposta à mesma pergunta através de comentário, também até 08 de maio. As blogueiras que escreverem o artigo concorrerão ao primeiro exemplar e as comentaristas concorrerão ao segundo exemplar. Cada participante receberá um número e os livros serão sorteados através da extração da loteria federal do dia 13/05. Agradeço desde já quem queira ajudar na divulgação.
Update - Quem já publicou :
Livro Aberto da Elô
Peculiarizar
Arma NÃO é brinquedo
Estamos na semana do desarmamento infantil promovida pelo Instituto Sou da Paz em São Paulo. E o debate é nacional. Arma não é brinquedo e ainda que esteja nas mãos inocentes de crianças constitui um perigo. Ao entrar no universo lúdico infantil, a arma leva consigo todo um significado de violência que não desejamos que esteja presente na educação de nossos filhos e pode acabar confundindo o pequeno que a carrega nas mãos. Afinal, apontar uma arma para o colega e puxar o gatilho plástico é brincar de que? De tirar a vida.
Vivemos tempos difíceis, em que as imagens da violência são propagadas a todo instante e , ainda que estejamos atentos somos pegos de surpresa. Há quase uma semana, quando um louco invandiu uma escola em Realengo, Rio de Janeiro, portando armas, uma delas comprada por R$266,00, a televisão não teve qualquer pudor em mostrar cenas de desespero e violência ao vivo antes das 10 horas da manhã, quando as crianças estão em casa assistindo tv. Por isso eu tenho convicção de que todo cuidado é pouco.
Lembro que meu fillho ganhou uma espada de plástico como lembrança em uma festinha no ano passado e na hora fiquei sem saber o que fazer, parada com aquela coisa nas mãos. Era apenas uma espadinha do Peter Pan, o personagem da nossa infância. Meu filho , que adora música, me tirou a espadinha imediatamente e falou : “ Mãe, olhe, ganhei uma tuba!”. Não precisei esconder a espada , ele a toca como tuba até hoje.
Sei que logo logo ele reconhecerá sua tuba como uma espada, mas acho que não preciso explicar isso a ele agora, aos 3 anos de idade. O que eu preciso é preservar , por enquanto seu universo tal como deve ser: infantil. Não pense que ele não brinca de polícia e ladrão com os primos nas reuniões de família. Não tenho como evitar que o menorzinho da turma fique fascinado com o bangue-bangue e o pow pow seguido de correria. Apesar da ausência de brinquedos, polícia e ladrão continuará sendo uma brincadeira, mas não precisa servir de treinamento.
Este post faz parte da blogagem coletiva Arma NÃO é brinquedo. Saiba mais visitando o site do Instituto Sou da Paz
quarta-feira, 23 de março de 2011
Por Uma Infância sem Racismo
“Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles negros e índios supliciados. Todos nós brasileiros somos, por igual, a mão possessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal, que também somos. Como descendentes de escravos e de senhores de escravos seremos sempre servos da maldade destilada e instilada em nós, tanto pelo sentimento da dor intencionalmente produzida para doer mais, quanto pelo exercício da brutalidade sobre homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pasto de nossa fúria."…"A mais terrível de nossas heranças é esta de levar sempre conosco a cicatriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidade racista e classista."
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
A Melhor Escola Para o Seu Filho
Escolher a escola do pequeno é uma tafera difícil para a classe média e um sonho para as classes baixas. Enquanto pereguinamos de escola em escola buscando aquela que nos dará a melhor contraprestação mediante uma polpuda mensalidade, a maioria dos pais brasileiros inscreve o filho numa lista e começa a rezar para o herdeiro não cair num lugar muito, muito ruim. Tudo o que queremos, todos, é ver nossos filhos crescerem educados e preparados para a idade adulta, para o emprego, para a vida.
“Ah, graças a Deus, o nosso está numa boa escola. Nós temos muita sorte” pode ser o pensamento imediato. É até compreensível, mas não dá mais para pensar assim. Se temos filhos, queremos deixar um mundo melho para eles. Como então será possível construir uma sociedade mais justa se nossos semelhantes não tem direito ao básico, ao mínimo, à Educação. Não estou falando de escolaridade. Colocar os filhos na escola é direito básico, mas este direito não se resume a 4 horas dentro de um prédio com adultos despreparados , uma ou duas refeições e acesso á internet. Educação de qualidade para todos, de preferência para ontem, é o que devemos cobrar das autoridades e refletir na hora de assinar a procuração para 4 ou 8 anos de mandato.
Melhores escolas já. Com professores motivados e capacitados. Capacitados e instrumentalizados. Instrumentalizados e com base filosófica bem como de conteúdo específico. Melhor escola, já e para todos. O filho da sua manicure precisa de escola, o filho da sua empregada, também. Sem escola de qualidade nossos filhos crescerão para viver um país igual a este nosso. Reclamamos tanto dele, não é mesmo? Educação, gente, de verdade, a libertadora, a que tira as amarras e constrói o livre pensador, é a que precisamos. Educação. Quando esta meta for atingida, encontrar uma boa escola para nossos filhos, paga ou não, será bem mais simples. E a sensação de dever cumprido acontecerá. Gostou da discussão? Clique na imagem abaixo e conheça o Todos Pela Educação
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Não bata. Eduque.
* imagem divulgação
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