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terça-feira, 3 de maio de 2011

Um ano de #blogosferamaterna

flores
Quando comecei a blogar entre mães, há exatos 365 dias, o que me motivava era falar mais sobre assuntos que passaram a fazer parte do meu dia desde o nascimento do meu filhote. Só isso, vontade de expressar minha maternidade em palavras. Estou gostando muito da experiência. Apesar de blogar há 5 anos no Fio de Ariadne, a troca entre mães é completamente diferente da publicação de contos e formento de cultura. Por isso , considero este um blog pessoal, mais um filho.

E quando um blog faz aniversário, o editor precisa agradecer. Agradeço a todas as mães que me conheciam do Fio e vieram ver o que eu tinha a dizer como mãe e a todas as mães que eu conheci neste ano de blog. Muito obrigada, mesmo. Neste primeiro ano discuti muitas questões que me fazem coçar a cabeça e partilhei meus momentos maternos. Foi um ano feliz.

Para comemorar meu aniversário de mãe blogueira, e, de quebra o dia das mães,  Mãe é tudo igual vai presentear uma mãe/ leitora com meu filho/ livro. Para participar do sorteio, escreva na caixinha de comentários porque você merece ganhar o Livro Culpa de Mãe. Se você não ouviu falar da obra ainda, adianto que é um romance bem humorado sobre o dilema maternidade x trabalho. No livro , Fernanda, uma mãe prestes a ver encerrada sua licença maternidade, enfrenta dificuldades em deixar seu bebê com outra pessoa, qualquer pessoa. Sabe como é? Pois é. Para saber mais sobre o livro , clique aqui.  Serão aceitos comentários até a meia noite de hoje 03/05/2011 e a vencedora será conhecida através da extração da Loteria Federal de amanhã, 04 de maio.

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Mas, o presente não acaba aqui. As leitoras do blog que quiserem adquirir o livro por R$ 34,95  com frete grátis , podem fazê-lo até 09 de maio, enviando um email para maeetudoigual@gmail.com com assunto PROMOÇÃO TUDO IGUAL. Aproveite e peça seu livro sem despesa de frete.

E para terminar,  até 08 de maio continua a promoção em parceria com a editora Intrínseca que presenteará as leitoras do blog com dois exemplares do livro Grito de Guerra da Mãe Tigre. Confira como participar nos posts Mãe é tudo igual completa um ano com promoção e Grito de Guerra da Mãe Tigre

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Meu livro publicado

 

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Este é um post clone de outro que publiquei ontem no Fio de Ariadne e serve para avisar aos leitores que meu livro está publicado e encontra-se a venda no site Clube de Autores.

Todos sabem a dificuldade que um autor iniciante, without connections, como diria Jane Austen, tem em publicar um livro. Tentei durante um ano várias editoras que me responderam mui cordialmente que o material tinha valor literário mas não poderia ser publicado no momento por não estar de acordo com a linha editorial dentre outros motivos e blábláblás.

Como o livro estava escrito e eu realmente gostaria que ele fosse lido, optei por um serivço com custo zero para o autor e passarei a testar o Clube de Autores a partir de agora. Publicar este livro me alegra pois eu posso seguir adiante em meus projetos. Tenho tanta coisa a escrever e o texto na gaveta me angustiava.Era estranho falar para as pessoas sobre ele e não ter o dito pra mostrar. Ficar ouvindo: “Ah, eu quero ler seu livro, sem ter o tal do livro.”  Muito bem, eis o livro. Espero que gostem.

Mas, o tal livro é sobre o que mesmo? Culpa, culpa, culpa.

Culpa de mãe trata da questão maternidade x trabalho. A personagem principal, Fernanda, próxima do término da sua licença maternidade, descobre-se em profunda crise, revê seus valores e revela suas inseguranças ao mesmo tempo em que busca uma saída para seu dilema. Creche ou babá? Com quem deixar o bebê para voltar ao trabalho? Culpa de mãe é inspirado na montanha russa em que se tornou a vida da mãe de nosso tempo, um ser em busca da felicidade com tarefas demais a cumprir.

Antes que os meninos saiam correndo, Culpa de mãe não é um texto mulherzinha, mas comum de dois. Afinal, os homens também padecem no paraíso.

Então é isso, gente. Aproveitem o natal, acessem o blog do livro http://www.culpademae.blogspot.com , leiam o primeiro capítulo, levem o selo para os blogs de vocês, divulguem aos amigos, comprem o livro e digam o que acharam. Eu, agradeço desde já.

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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uma mãe em apuros

 

 

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É domingo a noite e , depois de um dia longo, muito longo, eu consigo colocar o filho na cama. O marido  só vai chegar em algumas horas . Eu posso sentar em frente a tv  e tentar terminar uma pesquisa sobre a festinha de 3 anos do meu filho. Depois de escarafunchar um blog muito interessante, o Parangolé, e decidir fazer algo naquela linha, eu coloco no canal TNT e tomo um baita susto.

 

Está passando um filme, Motherhood ou Mãe em apuros. O menu interativo diz que é sobre uma mãe, blogueira que escreve ficção e quer voltar a trabalhar fazendo algo que ama, escrever. Depois de 5 minutos de filme descubro que Uma Thurmam , a protagonista, está organizando uma festinha de aniversário para a filha. Déjà vu é pouco. Será que o filme é sobre mim? Coisa estranha.

 

 

 

Motherhood estreou em janeiro no Brasil e não fez muito sucesso. No Reino Unido, conseguiu arrecadar 9, isso mesmo, 9 libras no primeiro dia de exibição, isso quer dizer que somente uma pessoa se dignou a assistir. Mas isso não quer dizer , de modo algum, que Uma mãe em apuros seja um filme ruim. Classificado errôneamente como comédia, o filme não chega também a ser um drama, mas uma reflexão sobre os problemas da maternidade urbana em nossos tempos. O que mais me prendeu no filme foi o quanto minha vida é parecida com Eliza, uma mulher que mora em Nova Iorque com dois filhos, um cachorro e o marido e tenta não ser mãe em tempo integral, por mais que a maternidade a complete. Eliza tem cérebro e precisa de vida intelectual enquanto cria os filhos.

 

Guardadas as devidas proporções, tenho certeza que a maioria das mães que assistirem ao filme encontrarão semelhanças em seu cotidiano. É um filme que vale a pena ser visto, apesar de não ter tido boa aceitação. Uma Thurmam demonstra sua versatilidade ao encarnar alguém que está longe de ser sexy ou exímia em artes marciais. Não será mais apresentado este mês no TNT mas está nas locadoras.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Culpa de mãe. Até Fátima Bernardes sente.



A revista Quem Acontece desta semana traz a jornalista Fátima Bernardes na capa com a chamada " Já pensei em largar tudo" . Tudo, explico, é a carreira como jornalista e âncora do maior telejornal do país. Fátima, que é bonita, simpática, boa jornalista, goza de excelente credibilidade e tem fãs espalhados pelo Brasil ainda é feliz no casamento e tem três filhos. Como ela consegue, você pode se pergunta e eu também me pergunto. Fátima diz que consegue sim, mas paga o preço da culpa.

"No mês anterior à Copa, viro um pano de chão, um trapo. A cada momento é uma luta para não pensar na separação. (...) A culpa é muito grande."
"
Tomei conhecimento da culpa da mãe famosa quanto li "Vida de Equilibrista: dores e delícias da mãe que trabalha" de Cecília Russo Troiano , prefaciado por Fátima. A conclusão de uma pesquisa realizada pela autora é a de que a jornalista é o exemplo perfeito de mãe e profissional.O resultado da pesquisa deu origem ao livro. Fátima  foi eleita com 30% dos votos, seguida pelas atrizes Malu Mader e Glória Pires, ambas com 12% dos votos.

" Já tive vários momentos em que pensei em largar tudo , porque quando você acha que vai melhorar porque eles estão crescendo, eles te solicitam mais."
  Assim, a partir de agora, quando se pegar culpada por não poder dedicar o tempo que gostaria a seus filhos, lembre-se que não o dinheiro ou uma melhor posição na carreira não a diminuem , assim como a presença de um marido muito bom. A culpa é nossa companheira e a nós resta lidar com ela da melhor forma procurando empilhar os pratinhos da melhor maneira possível.

* fontes Revista Quem e SRZD

terça-feira, 18 de maio de 2010

Mãe mamífera e mãe profissional - Parte 2



Ontem você pode ler a primeira parte do texto escrito por Carolina Pombo do blog Enquanto Esperamos.
Eis a continuação :


...Será que é por isso que, quando dou umas voltinhas com a Laura pela Lagoa Rodrigo de Freitas aos sábados encontro muito mais bebês acompanhados de babás do que de suas mães?
Sim, e não. 
Acontece que a mãe "profissional" se esforçou por alguns anos para ser uma mulher bem sucedida, com independência financeira e uma carreira promissora. Ela sabe que quanto melhor for seu desempenho profissional, melhor será sua chance de dar conforto e uma boa educação para um filho/a. Então quando a biologia se impõe e o teste dá positivo, lida com a situação como está acostumada a lidar com o resto da vida: “contratando” os melhores serviços. Assim, ela permanece ausente desde o nascimento -  anestesiada, via cesariana – desiste da amamentação, volta a rotina de trabalho cedo, e até durante a noite tem uma “ajudante” para cuidar do bebê.
A criança acaba desenvolvendo uma forma de se defender psicologiamente dessa ausência, expressando ora indiferença afetiva ora um ciúme exagerado. A mãe, que já não está muito empática ao mundo de seu filho/a, não compreende ou não tem paciência para lidar com a angústia e super exitação dele/a, afastando-se cada vez mais. Porque um recém-nascido exige tantos cuidados que só uma pessoa ligada profundamente e diariamente a ele é capaz de suportar com amor toda exigência dessa relação. (Taí mais um motivo para optar-se pelo parto natural, pois este marca a disposição sacrificial que a mulher precisa ter até que o/a filho/a seja menos dependente). Somente quando o bebê passar da fase de total dependência para uma organização psíquica razoável e uma rotina mais estável, sua cuidadora será capaz de sentir alguma retribuição.
Do ponto de vista de uma psicologia clínica e social, não se pode afirmar que o bebê cuidado por uma outra pessoa que não a mãe biológica é menos saudável, poque o holding (ou seja, a satisfação das necessidades básicas do bebê e o manejo carinhoso dele) não precisa ser feito exclusivamente por ela. Mas, é importante que haja estabilidade e que assim ele possa se desenvolver com confiança. Por outro lado, uma mãe que não está consciente de sua escolha e que vive em conflito, pode acabar transferindo para a criança uma carga enorme de culpa e frustração que ela não tem a menor maturidade para entender. Isso pode deixar criança e mãe irritados, e gerar um clima familiar muito desconfortável, favorecendo o surgimento de transtornos mentais, como a depressão, e dificuldades de aprendizado.
Eu, como mãe e psicóloga, gostaria que todas as mulheres que têm condições financeiras para tal, optassem por viver com mais intensidade o nascimento e a primeira infância de seus filhos e que assim contribuíssem para uma sociedade mais humana. Mas, acho que todas as mulheres têm o direito de escolher que tipo de maternidade exercer, sabendo porém que isso tem consequências. Por isso o que acho condenável é aquela mãe que transmite para os filhos sua insatisfação eterna e não se responsabiliza pelas escolhas que faz. Quis fazer uma cesariana desnecessária? Sabe que pode ter um pós-parto mais dolorido, e ter mais dificuldades para amamentar. Não quis amamentar? Sabe que terá que lidar com um filho alérgico (dentre outras doencinhas chatas). Deixou que a babá cuidasse do bebê por muito mais tempo que si mesma? Sabe que o vínculo com ele pode ser definitivamente afetado. Decidiu abrir mão da profissão durante o primeiro ano da criança? Não cobre dela gratidão pelo enorme sacrifício! Não quis dividir com o pai as tarefas da maternagem? Não cobre dele uma postura mais participativa. Enfim...
Sabemos que a responsabilidade de gerar e criar um ser humano é imensa, e que a sociedade não ajuda muito as mulheres nessa tarefa, de maneira geral. Por isso, para uma maternidade saudável e mais prazerosa, o ideal é se informar e ter honestidade consigo mesma e com a família. 

* imagens Google images

Quer ganhar o livro Doidas e Santas de Martha Medeiros? Clique na imagem e envie sua história de mãe !


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Mãe mamífera e mãe profissional



Maternidade e trabalho é um tema relativamente novo e inesgotável. Para falar sobre isto , o Mãe é tudo igual convidará sempre uma mãe blogueira ou não para dar sua opinião. Hoje apresentamos a primeira parte do texto escrito escrito especialmente para o Mãe é tudo igual  por Carolina Pombo, psicóloga , escritora, editora do blog Enquanto Esperamos e mãe da Laura. 

"A gestação, o parto, o puerpério e a amamentação compõem um ciclo essencialmente feminino e fisiológico" - princípio indiscutível de um grupo de discussão sobre parto natural, chamado Parto Nosso. Desta premissa, o grupo sai em defesa do protagonismo da mulher no parto e na amamentação, chamando atenção para sua condição de mamífera. O discurso radical em defesa da maternidade como patrimônio naturalmente feminino levanta algumas bandeiras que eu considero super importantes nessa nossa era tecnológica, mas não ajuda muito a entender mulheres que optam por outro tipo de maternidade. Geralmente, ele encara a cesariana, a amamentação artificial e o uso permanente de babás, como se tais escolhas fossem sinais de falta de amor por parte da genitora.
Mas, eu parto da premissa de que toda mãe deseja o melhor para seu filho: a "mamífera", que assume inteiramente a tarefa de parir, alimentar e proteger ou a "profissional", que prefere contratar todo tipo de serviço que a substitua, inclusive no nascimento da criança (como nas cesarianas que não têm justificativa plausível). E assim, vemos uma quantidade de mães que, mesmo amando suas crias, optam pelas soluções da era tecnológica em detrimento do que é mais natural e saudável para seu filho. 
Em primeiro lugar, quero deixar claro que não considero a maternidade um dom natural, mas, não nego sua origem biológica. Ou seja, biologia e cultura se misturam para definir o que é ser mãe hoje. É inegável que apenas a mulher tem a capacidade de gestar, parir e amamentar. Psicologicamente, a mãe, aquela que pári e cuida do bebê nos primeiros dias, exerce funções fundamentais para sua estrutura psíquica. É dessa relação primordial que outras relações afetivas vão se tornando possíveis. 
Mas, também é um erro ignorar a conquista de um papel feminino mais livre, descolado das exigências de procriar e educar as crianças. Somos animais sim, mas racionais, sociais, e complexos! A questão é que mulheres emancipadas de nossa geração já têm sua identidade feminina e profissional muito bem esclarecida antes de engravidar - em grande parte dos casos - e não são capazes de abrir mão da concorrência profissional (inclusive e principalmente com os homens), para dedicarem-se quase exclusivamente a um bebê por tanto tempo.  Será que é por isso que, quando dou umas voltinhas com a Laura pela Lagoa Rodrigo de Freitas aos sábados encontro muito mais bebês acompanhados de babás do que de suas mães?

*leia a continuação aqui

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Creche ou babá, eis a questão



Ser mãe, é o que a maioria das mulheres quer. É um chamado biológico, sociológico, ideológico, ilógico, sei lá, fato é que a maior parte de nós deseja atender ao tal do chamado. E a coisa um dia ou outro, com sorte, acontece. A gente encontra o príncipe ou um cara legal que tem jeito para pai. A gente constrói as condições favoráveis e resolve aumentar a população do planeta. Felizes exibimos nossas barrigas e contamos o dia para a felicidade completa chegar.

Com ela, a felicidade completa embrulhada em fraldas e mantas, vem a realidade. Vivemos num tempo em que o papel da mulher está desdobrado em muitos. Somos hologramas e temos múltiplas tarefas. Quanto precisamos trabalhar em horário fixo e termina o prazo da licença maternidade chega a hora de decidir com quem deixar o bebê. 

Se tivéssemos a sorte de termos os avós sempre por perto disponíveis para cuidar de nossos filhos como fizeram conosco, certamente a escolha seria esta. Mas muitas vezes moramos longe, nossos pais já não tem tanta energia ou nem eles nós temos mais. E sobra o dilema , o que fazer? Colocar uma babá com o pequeno ou deixá-lo numa creche?

Durante o primeiro ano de vida a imunidade do bebê ainda é muito baixa e o ideal é que ele fique longe de aglomerações. Muitos pais relatam que ao ingressar na creche ainda muito pequena , a criança acaba adoecendo inúmeras vezes. Uma vez doente, o bebê não pode frequentar a creche e a mãe passa a faltar o trabalho . Mesmo em uma boa creche a contaminação entre bebês acontece pois antes da manifestação dos sintomas de uma virose, por exemplo, já existe o risco de transmissão. 

A escolha da babá parece ser o ideal, pois o bebê fica com alguém em casa o dia todo, sem precisar conviver precocemente com outras crianças. É preciso ter cuidado apenas com a escolha da profissional . Agências são um bom caminho, pois elas já fazem a triagem da ficha de casa uma das candidatas . Quem tiver a sorte de ter alguma conhecida com uma babá para indicar pode partir para este caminho. Atualmente muitas babás possuem algum treinamento para cuidar de crianças e nem todas são domésticas que decidiram ser babás de olho no salário mais alto.

A verdade é que não há resposta certa para esta questão. Cada mãe acaba achando a melhor saída para seu caso específico. O importante é voltar ao trabalho certa de que a estrutura para o bebê está bem montada.







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